? Cinco minutos à conversa sobre internet das coisas

Fala-se tanto em “internet das coisas” que a expressão já ganhou vida própria. Mas quando acontece isso em tecnologia, é fácil esquecermo-nos de tudo o que está por detrás do conceito, de tudo o que é verdadeiramente palpável. É uma panóplia de sensores, de aparelhos inteligentes, mas a tendência também já chegou aos carros e… ao vestuário.

O ECO esteve cinco minutos à conversa com Paulo Patrício, um dos responsáveis da área de IoT (internet of things) da Celfocus, a subsidiária do grupo Novabase que se debruça sobre o setor das telecomunicações. Em destaque, duas soluções tecnológicas desenvolvidas pela empresa: de um lado, uma t-shirt capaz de fazer um eletrocardiograma; do outro, uma solução para fornecer Wi-Fi de alta qualidade no interior do automóvel.

“A IoT está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. Temos cada vez mais dispositivos que estão ligados à rede, estão a partilhar dados. Dados nossos, dados do ecossistema, da cidade, e isso está a crescer e está visível. É uma tendência”, começa por dizer Paulo Patrício. Justifica a tendência com a redução do custo dos aparelhos e das soluções, “devido à própria evolução da tecnologia”. É algo que se está “a massificar” e a “introduzir-se na nossa vida naturalmente”.

Concretamente sobre as soluções desenvolvidas pela Celfocus nesta área, o ECO pôde ver a t-shirt “inteligente” com elétrodos no interior, que permite, segundo Paulo Patrício, realizar um eletrocardiograma de alta precisão, tal como se fosse feito num hospital ou numa clínica. Em cima do projeto, a empresa adicionou aquilo a que, no setor, tem sido chamado de gamification — uma espécie de tendência para transformar coisas sérias num jogo.

“Um personal trainer e um médico conseguem monitorizar os dados, conseguem definir exercícios e o próprio paciente tem ali uma motivação extra para ficar mais saudável, para fazer uma fisioterapia mais rápida”, explica Paulo Patrício, a partir do terraço da sede da Novabase no Parque das Nações.

"A IoT está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. Temos cada vez mais dispositivos que estão ligados à rede, estão a partilhar dados. Dados nossos, dados do ecossistema, da cidade, e isso está a crescer e está visível. É uma tendência.”

Paulo Patrício

IoT Solutions Manager da Celfocus, Novabase

Além da t-shirt, a Celfocus está a trabalhar com a Vodafone (internacional) numa solução para criar uma rede Wi-Fi no interior de automóveis. “Os carros cada vez mais estão a ficar inteligentes, estão a ficar autónomos e, apesar de hoje em dia ainda irmos a conduzir, o carro normalmente leva cinco pessoas. Dessas cinco pessoas, as outras quatro não estão a conduzir”, explica.

Em linhas gerais, a Celfocus criou uma espécie de ponto de acesso que permite que os passageiros usem a internet, um acesso que, segundo a empresa da Novabase, é mais estável, mais rápido e, no fundo, de melhor qualidade. “Dentro do carro, uma pessoa regista-se. Tem um serviço, tem um Wi-Fi, pode ver Netflix. A vantagem de não usar o telemóvel é que não tenho de me preocupar em emprestar o telemóvel ao meu filho para ir usar os dados. Já está no carro, ele usa, partilha com os amigos”, sublinha Paulo Patrício ao ECO.

Para dar gás a toda esta tecnologia, o mercado aguarda a chegada do 5G, a quinta geração de rede móvel, que deverá ser realidade a partir de 2020. “É uma das tecnologias que, de certeza, vai ficar e vai fazer parte da IoT. E a IoT vai fazer parte do 5G. São tecnologias que se complementam”, garante Paulo Patrício. Até lá, Portugal terá de esperar. “Está ainda um bocadinho longe”, confessa.

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