Media Capital afunda 14% com a saída de Cristina Ferreira. Dona da SIC brilha

  • ECO
  • 23 Agosto 2018

A dona da SIC teve um dia em cheio na bolsa de Lisboa. As ações subiram 1,8% após a contratação de Cristina Ferreira à rival de Queluz de Baixo.

A Sonae pode ter apresentado lucros de quase 100 milhões na primeira metade do ano, mas a estrela do mercado português esta quinta-feira foi a Impresa. A dona da SIC brilha na praça lisboeta depois de contratar Cristina Ferreira à rival TVI, enquanto a Media Capital afunda.

As ações da Impresa arrancaram a sessão a valorizar 2,8% para os 25,70 cêntimos. Mas a tendência de valorização acentuou-se ao longo do dia, atingindo uma subida de 6% para 26,5 cêntimos, um máximo desde junho. A empresa de media acabou por, no final da sessão, valorizar 1,8% para os 25,45 cêntimos. Já a Media Capital, dona da TVI, afundou 14,09% para 2,56 euros, ainda que com apenas 500 ações negociadas.

Esta subida expressiva, numa sessão em que foram transacionados mais de 430 mil títulos (um máximo desde a sessão de 1 de agosto), acontece depois da contratação da estrela da televisão portuguesa à estação rival.

Impresa brilhou em bolsa

Depois de anos na TVI, Cristina Ferreira vai mudar-se de Queluz de Baixo para a estação de Carnaxide, uma transferência com a qual a empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão espera conseguir aumentar as suas audiências.

Cristina Ferreira assinou um contrato com a SIC que lhe garante um salário mensal de 80 mil euros, o que significa que, ao final do ano, Cristina Ferreira levará para casa perto de um milhão de euros.

Este contrato, que é a maior transferência de sempre na televisão portuguesa, deixa a apresentadora a ganhar mais do que os seus próprios patrões. Francisco Pedro Balsemão recebeu 280 mil euros e o seu pai obteve uma remuneração bruta de 291 mil euros, destes 106 mil euros provenientes do salário e 185 mil do fundo de pensões.

(Notícia atualizada às 17h12 com os valores de fecho.)

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