Lisboa interrompe ganhos pressionada pela energia

No dia em que entraram em vigor as tarifas sobre as importações dos Estados Unidos e da China, as bolsas europeias fecharam todas no vermelho.

A bolsa de Lisboa regressou às quedas nesta quinta-feira, interrompendo um ciclo de três sessões consecutivas de ganhos, num dia em que foi penalizada pelo setor energético. Portugal acompanhou, assim, a tendência negativa que se fez sentir na Europa, onde os investidores reagiram negativamente à entrada em vigor das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e pela China aos produtos comercializados entre os dois países.

O PSI-20 fechou a cair 0,48%, para os 5.490,72 pontos, com apenas quatro cotadas em alta e as restantes em queda.

A contribuir para este movimento esteve, sobretudo, a Galp, que perdeu 0,85%, para os 17,54 euros por ação, num dia em que os preços do petróleo também desvalorizaram nos mercados internacionais. O barril de Brent, que serve de referência para a petrolífera portuguesa, está a cair 0,2% e já negoceia abaixo dos 75 dólares.

Ainda no setor energético, a EDP Renováveis caiu 0,8%, para os 8,65 euros por ação, enquanto a REN recuou 0,49%, para os 2,44 euros por ação. A exceção foi a EDP, que fechou acima da linha de água, a ganhar 0,09%, para os 3,39 euros.

As quedas mais expressivas couberam à Pharol, que depreciou 2,83%, e à Sonae, que, apesar de ter reportado um aumento de 34% dos lucros do primeiro semestre, fechou esta sessão a cair 2,13%, para os 94 cêntimos.

A evitar maiores desvalorizações estiveram a Jerónimo Martins e a Corticeira Amorim, que subiram 0,46% e 0,74%, respetivamente.

No resto da Europa, a tendência foi semelhante. O Stoxx 600 fechou a cair 0,16%, no dia em que entraram em vigor as taxas sobre importações norte-americanas e chinesas, que vêm agravar os receios em torno da guerra comercial entre os Estados Unidos e China. As ações do setor automóvel, que será um dos mais afetados por este conflito, registaram o pior desempenho na Europa.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Lisboa interrompe ganhos pressionada pela energia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião