Casalinho: Fim das compras do BCE pode tornar Portugal mais atrativo

  • ECO
  • 5 Setembro 2018

A presidente do IGCP não prevê que o fim do programa de estímulos do BCE tenha um impacto "significativo" sobre Portugal.

O fim do programa de compra de ativos do Banco Central Europeu (BCE) não só não deverá ter um impacto “significativo” sobre Portugal, como poderá tornar o país mais atrativo para novos investidores. A ideia é defendida por Cristina Casalinho, presidente do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, em declarações ao Jornal de Negócios (acesso pago).

“Não antevemos que Portugal seja um mercado onde se venham a observar comportamentos idiossincráticos; assim, não antecipamos um impacto muito significativo”, diz Casalinho sobre o fim do programa de estímulos à economia, previsto para dezembro.

E acrescenta: “A possível subida de taxas de juro de longo prazo pela menor presença de um investidor muito significativo pode aliás funcionar como fator de atratividade para novos investidores“. Isto porque, assumindo que Portugal irá manter o ritmo de crescimento de economia e a consolidação das contas públicas, o aumento dos juros implica remunerações mais altas para os investidores, sem que haja um aumento do risco do investimento.

Assim, defende Casalinho, a dívida portuguesa deverá tornar-se mais apetecível, o que, por sua vez, poderá ajudar a conter a subida dos juros, com uma maior procura por parte dos investidores.

O programa de estímulos do BCE já está a ser gradualmente reduzido. A instituição liderada por Mario Draghi chegou a comprar 80 mil milhões de euros de títulos de dívida por mês, estando agora a comprar 30 mil milhões por mês. Em outubro, este montante vai cair para 15 mil milhões, desaparecendo no final do ano.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Casalinho: Fim das compras do BCE pode tornar Portugal mais atrativo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião