BCE vai comprar 100 mil milhões em dívida após fim dos estímulos

  • ECO
  • 16 Julho 2018

Apesar do fim dos estímulos previsto para o final do ano, o BCE vai continuar ativo no mercado. Autoridade liderada por Draghi deverá investir 17 mil milhões por mês na primeira metade de 2019.

O Banco Central Europeu (BCE) vai aplicar mais de 100 mil milhões de euros na aquisição de ativos nos primeiros seis meses após o fim do programa de compras de dívida pública, que expira no final do ano, o que significa que os investimentos mensais do banco central no próximo ano vão superar os 15 mil milhões de euros de estímulos que estão previstos para cada um dos últimos três meses de 2018

Em concreto, o BCE deverá investir 102,4 mil milhões de euros na compra de ativos entre janeiro e junho de 2019, segundo o jornal espanhol Expansión (acesso livre/conteúdo em espanhol). Isto dá uma média mensal de mais de 17 mil milhões de euros, um montante claramente acima dos 15 mil milhões de euros que a autoridade monetária vai investir em cada um dos últimos três meses do seu programa de compras no setor público (o chamado PSPP, Public Sector Purchase Programme, iniciado em março de 2015).

A instituição liderada por Mario Draghi vai manter a sua intervenção no mercado através do reinvestimento do dinheiro dos títulos adquiridos no âmbito do programa APP (assets purchase programme) que forem vencendo naquele período, incluindo 84 mil milhões de euros em obrigações que foram compradas naquele programa.

Depois, entre junho de 2018 e maio de 2019, o BCE vai proceder a reinvestimentos mensais de um agregado de 181 mil milhões de euros, no que vai originar aplicações mensais de 15,1 mil milhões de euros.

Além dos reinvestimentos dos vencimentos que têm origem no PSPP, o BCE deverá ainda reinvestir nos seis primeiros meses de 2019 um total de 2,4 mil milhões de euros em dívida das empresas (400 milhões de euros por mês), aos quais se somam 11,8 mil milhões de euros em títulos hipotecários (1,97 mil milhões mensais) e cerca de 3,7 mil milhões de euros em vencimentos do seu programa de compra de dívida titularizada (600 milhões por mês).

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