Portugal vai vender mais cinco caças F16 à Roménia

  • ECO
  • 16 Julho 2018

Governo português já vendeu 12 caças F16 aos romenos nos últimos anos, num negócio de 180 milhões de euros. Agora deverá vender mais cinco destas aeronaves, revelou o ministro da Defesa da Roménia.

Portugal deverá vender mais cinco caças F16 à Roménia, isto depois de a Força Aérea romena ter adquirido 12 destes aviões ao Governo português nos últimos anos num negócio avaliado em 181 milhões de euros.

Foi o ministro da Defesa da Roménia, Mihai Fifor, quem revelou que ambos os governos tiveram conversações nos últimos meses no sentido de reforçar a Força Aérea romena com mais F16. “Há alguns dias, o secretário de Estado Mircea Dusa realizou uma visita a Portugal. Teve uma conversa lá e eu continuei-a na Cimeira da Nato com os parceiros portugueses para completar o nosso esquadrão de F16. E vamos discutir no futuro sobre 36 caças F16 que queremos comprar para a Força Aérea romena”, adiantou Fifor citado pela BBC.

Em 2013, Portugal celebrou um contrato com os romenos para a venda de 12 caças F16 por 181 milhões de euros, resultando num encaixe líquido para as contas nacionais de 78 milhões de euros. Estas alienações enquadram-se na lei de programação militar desde 2006, depois de as autoridades portuguesas terem decidido vender parte das 39 aeronaves da sua frota.

"Há alguns dias, o secretário de Estado Mircea Dusa realizou uma visita a Portugal. Teve uma conversa lá e eu continuei-a na Cimeira da Nato com os parceiros portugueses para completar o nosso esquadrão de F16. E vamos discutir no futuro sobre 36 caças F16 que queremos comprar para a Força Aérea romena.”

Mihai Fifor

Ministro da Defesa da Roménia

Em setembro de 2016, após a entrega dos primeiros aviões ao Governo romeno, o ministro da Defesa nacional, Azeredo Lopes, disse que Portugal não estava em condições de vender mais F16 (de origem norte-americana), dado que a Força Aérea nacional dispunha já do número adequado de aeronaves para fazer face às suas responsabilidades operacionais.

Na altura, Azeredo Lopes adiantou que Portugal tem interesse em manter esta parceria, indicando que o país poderia comprar “carcaças” aos EUA e proceder à atualização dos equipamentos, isto no caso de os norte-americanos não estiverem disponíveis parar vender estas aeronaves.

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