CDS propõe criação de comissão de inquérito a Tancos

  • ECO
  • 25 Setembro 2018

O CDS propôs esta terça-feira a criação de uma comissão de inquérito ao roubo de armamento em Tancos, depois da detenção de oito militares da Polícia Judiciária Militar e da GNR.

O CDS propôs esta terça-feira a criação de uma comissão de inquérito ao roubo de armamento em Tancos, depois da detenção do diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) e de mais sete pessoas envolvidas. O partido defende que devem ser apuradas responsabilidades políticas.

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e o chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, “não têm condições para continuar no seu cargo”, afirmou Nuno Magalhães, numa conferência de imprensa do CDS sobre o caso, transmitida pela Sic Notícias, que é “da maior gravidade”.

No âmbito deste caso de material militar furtado em 2017, a Polícia Judiciária deteve esta terça-feira militares da Polícia Judiciária Militar e da Guarda Nacional Republicana e um outro suspeito. No total foram oito detidos, entre eles o diretor da PJM, o coronel Luís Augusto Vieira, e o comandante Lima Santos, do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé, mas o número ainda vai aumentar, avança o Expresso (acesso pago) na edição diária.

O Ministério Público solicitou ainda ao Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) a detenção de um militar em missão na República Centro Africana, no âmbito da investigação ao caso de Tancos, avançou a Lusa citando fontes ligadas à Defesa e militares. O pedido, que visa um militar do Exército, foi feito hoje pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal junto do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro, de quem dependem as Forças Nacionais Destacadas, segundo as mesmas fontes. Contactado pela Lusa, o porta-voz do CEMGFA recusou prestar qualquer informação, argumentando que a investigação não está na alçada do EMGFA. Cabe ao EMGFA mandar regressar o militar ao país para ser detido para interrogatório, segundo prevê a lei.

Os responsáveis são suspeitos de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas. Em causa está a operação de devolução das armas na Chamusca. Foram também realizadas buscas em vários locais nas zonas da Grande Lisboa, Algarve, Porto e Santarém.

O partido pede um esclarecimento “urgente, necessário e total da parte do Governo sobre o que realmente se passou”, para que o Parlamento possa “apurar as responsabilidades políticas”. Houve uma “incapacidade política do governo para lidar com esta situação”, disse Nuno Magalhães.

Para o CDS, não houve nenhuma explicação, mas sim “desvalorização, omissão e até contradição sobre o que realmente se passou”. O Ministério Público é responsável por apurar responsabilidades criminais e penais, e o partido vai “aguardar que a justiça faça o seu trabalho”.

O Presidente da República publicou uma breve nota no site onde se congratula com os avanços neste caso, que o Chefe de Estado sempre quis ver esclarecido. “O Presidente da República relembra que insistiu desde o primeiro dia no esclarecimento integral do caso de Tancos e na importância da investigação criminal; ainda recentemente, a 10 de setembro, reiterou que esperava desenvolvimentos nessa investigação”, pode ler-se na nota.

 

 

 

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