OPV da Sonae MC já arrancou. 10 perguntas e 10 respostas

Os pequenos investidores que pretendam participar na OPV da dona do Continente podem fazê-lo entre 8 e 17 de outubro. Em dez respostas tudo o que precisa de saber se também quiser investir.

É a OPV do ano em Portugal. E os investidores que pretenderem “entrar na corrida” e candidatar-se a ficar com uma fatia do negócio do retalho da Sonae podem fazê-lo a partir desta segunda-feira. Arrancou o período para a subscrição de ações da oferta pública de venda (OPV) da Sonae MC. São vários os argumentos da empresa com vista a convencer os investidores a não se deixarem ficar de fora da operação. A estes resta ponderar se se trata ou não de uma boa opção de investimento. Para aqueles que se deixarem convencer há um conjunto de aspetos relacionados com a operação a ter em conta, desde o início da subscrição à entrada em bolsa da dona do Continente. Fique a conhecê-los em dez respostas.

Quando é possível subscrever?

O período de subscrição de ações inicia-se nesta segunda-feira, com as ofertas a terminarem no dia 17 de outubro (para pequenos investidores) e no dia 18 (para investidores institucionais). Aliás, o preço final da oferta deverá ser divulgado nesse dia 18. Depois, tudo indica que as ações façam a sua estreia na Euronext Lisbon no dia 23 deste mês. O período de subscrição para os investidores decorre, contudo, em duas fases. A primeira acontece entre 8 e 12 de outubro, e a segunda entre 13 e 17 de outubro.

A que preço vão ser vendidas as ações?

A Sonae MC vai vender cada título entre 1,40 euros e 1,65 euros, sendo o valor final definido com base na procura que se registar durante o período de subscrição das ações que arrancou nesta segunda-feira.

Qual a oferta de ações disponível?

A Sonae pretende vender cerca de 217 milhões de títulos, representativos de 21,7% do capital da empresa de retalho, sendo que a percentagem a alienar poderá chegar, no limite, até aos 33%, se a procura se revelar robusta. Os grandes investidores internacionais ficam com a maior “fatia”. Os institucionais e os pequenos investidores nacionais vão ficar com apenas 5% (50 milhões de ações).

Quantas ações é possível comprar?

No âmbito das 50 milhões de ações disponíveis para o retalho, cada investidor deve fazer ordens de aquisição em múltiplos de dez ações, com um montante mínimo de dez e um montante máximo de 175 mil ações, revela o prospeto. Mas cada investidor poderá submeter apenas uma ordem de aquisição, sendo que caso várias ordens sejam submetidas pelo mesmo investidor, apenas a que represente a maior quantidade de ações será considerada válida. Em igualdade de circunstâncias, será dada prioridade à ordem de aquisição apresentada no primeiro período da oferta de retalho.

Onde se podem comprar os títulos?

O CaixaBI e o Millennium investment banking são os intermediários financeiros responsáveis pela assistência e colocação no âmbito da oferta de retalho. Mas os investidores particulares podem dar ordem de subscrição junto de qualquer banco ou corretora, ao balcão, pelo telefone ou online. A única condição é que o intermediário financeiro esteja habilitado a prestar o serviço de registo e depósito de valores mobiliários.

Quanto custa subscrever as ações?

Sobre o preço de aquisição das ações poderão recair comissões a pagar pelos investidores aos intermediários financeiros, sendo que cada um tem o seu preçário. Os investidores que não têm qualquer valor mobiliário em carteira têm de ter em conta que poderá ser cobrada uma comissão de custódia de títulos (normalmente paga de três em três meses). Antes de subscrever, informe-se destes encargos.

Até quando é possível cancelar o pedido?

As ordens de aquisição não poderão ser revogadas após o quinto dia anterior ao fim do período da oferta, que é 12 de outubro de 2018. Após esta data, as ordens de aquisição só poderão ser alteradas para aumentar o montante inicial de ações a adquirir, esclarece o prospeto da operação.

O que acontece se a procura superar a oferta?

Quando a procura pelas ações supera o número de títulos disponíveis há lugar ao rateio. As ordens submetidas no primeiro período da oferta beneficiam de um coeficiente de atribuição de 100%, salvo se as tais ordens puderem ser satisfeitas com um coeficiente inferior. Ou seja, são satisfeitas primeiro, na integra, as ordens dos investidores da primeira fase.

Quando é conhecido o resultado da operação?

Terminado o período de subscrição das ações para os investidores de retalho (a 17 de outubro) e para os institucionais (18 de outubro), é feito o apuramento dos resultados da oferta. Esse é comunicado ao mercado numa sessão especial de bolsa que terá lugar a 18 de outubro, dia em que é determinado o preço e o número final de ações. O arranque da negociação acontece no dia seguinte — 19 de outubro — num pressuposto-base de “admissão condicionada”.

Quando são atribuídas as ações?

Tudo aponta para que a negociação das ações na Euronext Lisbon tenha início, de forma incondicionada, aproximadamente a 23 de outubro, indica o prospeto da OPV. É nesse mesmo dia que ocorre a liquidação da oferta de retalho. Ou seja, em que são atribuídas as ações aos pequenos investidores.

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