Mário Centeno: Não há margem para soluções populistas no OE

  • ECO
  • 14 Outubro 2018

Num artigo de opinião, o ministro das Finanças assinalou o crescimento consecutivo da economia portuguesa e a meta de défice de 0,2%, antecipando o Orçamento que vai ser apresentado amanhã.

Mário Centeno afirma que o Orçamento do Estado para 2019 foi elaborado sem “margem para complacência, nem para soluções aparentemente fáceis, de traço populista”, num artigo de opinião que assina este domingo no Diário de Notícias/Dinheiro Vivo.

O ministro das Finanças, na véspera da apresentação do documento central das políticas do Governo para o último ano de legislatura, defende as vitórias conseguidas pelo atual Executivo e as metas desenhadas para 2019.

“O orçamento define um importante marco histórico para Portugal. Pela primeira vez na sua história democrática, inscreve um saldo orçamental muito próximo do equilíbrio entre receitas e despesas (-0.2% do PIB)“, escreve Mário Centeno, acrescentando que “este é o resultado de um longo caminho de consolidação que importa preservar”. No seu texto, o ministro das Finanças rejeita indiretamente as acusações de eleitoralismo que têm sido feitas ao Governo, referindo antes: “Temos que preparar o futuro. Temos que dignificar os números que aqui descrevo. As metas que o país conquistou”.

“Chegados aqui, não há margem para complacência, nem para soluções aparentemente fáceis, de traço populista. Temos que prosseguir do ponto onde chegámos. É essa a estratégia para um crescimento sustentável, inclusivo e confiante”, afirmou Mário Centeno.

“A economia portuguesa cresce há 19 trimestres consecutivos”, disse o ministro, no meio de uma elencagem de sucessos do Governo. “Criou 330 mil postos de trabalho, desde o pico da crise em 2013, e diminuiu a taxa de desemprego em 10.6 p.p. para um mínimo em 16 anos de 6,7%. Portugal cresce, acima da média da União Europeia, apoiado pelo investimento e exportações (9,2% e 7,8% em 2017, respetivamente), num quadro de diminuição do endividamento das famílias e das empresas (-3,2 p.p. e -4,2 p.p., em percentagem do PIB) e de diminuição das desigualdades”.

O ministro das Finanças vangloriou-se ainda do efeito que estes sucessos produziram nos juros da dívida, que se reduziram no último ano. “Esta mudança permitiu ao Estado poupar cerca de 1.400 milhões de euros em despesas com juros em 2017, por comparação com 2015. Trata-se do equivalente a 50% do investimento público financiado pelo Orçamento do Estado em 2017. Visto de outra forma, corresponde ao aumento total de despesa no SNS ao longo da atual legislatura“, completou.

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