Receitas da Apple aumentam 20%. Mas venderam-se menos iPhones do que era esperado

Aumento das receitas e do lucro animou os investidores. Já o número de telemóveis vendidos diminuiu e as previsões para a faturação do período em curso ficaram aquém das expectativas.

Venderam-se menos iPhones do que era esperado, é o que dizem as contas da Apple do seu quarto trimestre fiscal. As vendas de telemóveis da tecnológica liderada por Tim Cook, durante o período analisado, foram de 46,9 milhões de unidades. A projeção do mercado era, contudo, superior, estimavam-se 48,4 milhões de iPhones vendidos.

De acordo com o Tech Crunch (acesso livre, conteúdo em inglês), as receitas da empresa no quarto trimestre — que terminou a 29 de setembro — registaram, ainda assim, um aumento de 20% face ao período homólogo. O valor ascendeu aos 62,9 mil milhões de dólares, superando as expectativas dos analistas, que apontavam para um volume de negócios médio de 61,44 mil milhões.

O que também superou as estimativas dos analistas foi o lucro por ação, de 2,91 dólares, contra a média de 2,78 dólares prevista pelo consenso do mercado. O valor foi 41% mais elevado do que no mesmo período do ano passado.

Já a receita dos serviços — categoria que inclui a App Store, a Apple Music, o armazenamento na iCloud e Apple Pay — registou, pela primeira vez, um máximo histórico de dez mil milhões de dólares.

Os números, à primeira vista, agradaram aos investidores, mas as previsões para a faturação do período em curso (o chamado guidance) ficam aquém das expectativas do consenso do mercado. De acordo com a empresa sediada na Califórnia, as vendas dos meses de outubro a dezembro deverão ficar entre 89 e 93 mil milhões de dólares, menos 1,9% do que o esperado.

A Apple fez, também, um anúncio inesperado. No próximo trimestre, a marca já não irá divulgar os números das vendas dos iPhones, iPads e Macs. Esta decisão deixa os analistas (e o público) com menos um indicador para determinar o quadro financeiro da empresa, avança o Tech Crunch (acesso livre, conteúdo em inglês).

Já a tecnológica diz que o número de aparelhos vendidos não é um bom indicador da saúde financeira da empresa, uma vez que a Apple está a vender, cada vez mais, aparelhos a preços mais elevados. As unidades vendidas são, assim, uma pequena parte da história.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Receitas da Apple aumentam 20%. Mas venderam-se menos iPhones do que era esperado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião