“Apple das palavras-passe” expande na Europa e abre escritório em Lisboa. Quer contratar 40 pessoas

Empresa nova-iorquina escolhe Lisboa para abrir terceiro escritório, depois de Nova Iorque e Paris. "Tínhamos de o fazer numa cidade que entende e valoriza espírito da inovação", diz CEO.

A Dashlane, empresa nova-iorquina que faz gestão de identidades, vai expandir operação e abrir um novo escritório em Lisboa. Descrita pelo The Washington Post como “a Apple do jogo das palavras-passe“, a empresa conta com mais de 150 trabalhadores nos escritórios de Nova Iorque e Paris. Em Lisboa, prepara-se para contratar 40 pessoas nos próximos 18 meses para integrarem as equipas de produto, engenharia e atendimento ao cliente.

“Quando tomámos a decisão de abrir um novo escritório, sabíamos que tínhamos de o fazer numa cidade que entende e valoriza o espírito da inovação”, afirma Emmanuel Schalit, CEO da Dashlane. “Ao pesquisarmos oportunidades por todo o mundo, Lisboa tornou-se rapidamente a escolha óbvia para o novo lar da Dashlane. A cidade é apaixonada por criar empresas inovadoras e tem a força de trabalho qualificada e motivada para concretizar. Estamos ansiosos para aumentar a nossa presença local nos próximos anos”, diz a responsável, citada em comunicado.

Quando tomámos a decisão de abrir um novo escritório, sabíamos que tínhamos de o fazer numa cidade que entende e valoriza o espírito da inovação.

Emmanuel Schalit

CEO da Dashlane

Disponível em português desde janeiro de 2016, a aplicação da Dashlane é usada por cerca de 200 mil lusófonos em todo o mundo. Além disso, quatro dos cinco meses com mais inscrições de contas da empresa em Portugal ocorreram em 2018. Criada para simplificar e proteger a identidade digital dos utilizadores, a Dashlane preenche e armazena automaticamente palavras-passe, dados pessoais e detalhes de pagamento. A app está disponível em 11 idiomas e conta com mais de 10 milhões de utilizadores em 180 países de todo o mundo.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Apple das palavras-passe” expande na Europa e abre escritório em Lisboa. Quer contratar 40 pessoas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião