Mota-Engil e BCP arrastam bolsa. Lisboa acompanha Europa

As principais praças europeias fecharam em queda, numa altura em que os mercados são penalizados pela incerteza em torno da política italiana e pelas negociações do Brexit.

A bolsa nacional encerrou a sessão desta quinta-feira em queda, penalizada sobretudo pela Mota-Engil e pelo BCP, que registaram quebras superiores a 3% e a 2%. A praça lisboeta acompanhou, assim, a tendência negativa que se fez sentir no resto da Europa, com as principais bolsas a regressarem às perdas após um dia de ganhos, numa altura em que a incerteza em torno da política italiana e as negociações do Brexit estão a penalizar os mercados.

O PSI-20 desvalorizou 0,85%, para os 4.818,85 pontos, com 12 cotadas em queda, uma inalterada e as restantes em alta.

A contribuir para este desempenho esteve a Mota-Engil, que recuou 3,24%, para 1,49 euros por ação. Também o BCP pressionou a bolsa, ao cair 2,04%, para os 23,5 cêntimos por ação.

O banco liderado por Miguel Maya está a ser arrastado pela prestação negativa da banca italiana, numa altura em que os investidores demonstram receio em torno do Orçamento italiano. Isto depois de o vice-primeiro-ministro do país, Matteo Salvini, ter dito que o Governo não voltará atrás na lei orçamental, apesar da rejeição do projeto por parte de Bruxelas.

Ainda do lado das quedas, destaque para o setor papeleiro, com a Altri e a Navigator a desvalorizarem 2% e 1,72%, respetivamente.

No setor energético, a Galp acompanhou o movimento do petróleo, que está a cair nos mercados internacionais. A petrolífera nacional perdeu 1,2%, para os 14,7 euros por ação, numa altura em que o barril de Brent, negociado em Londres, também recua mais de 1%, para a casa dos 62 dólares.

No resto da Europa, a tendência também é de quedas. A incerteza em torno da política italiana, os últimos desenvolvimentos do Brexit e as preocupações com a desaceleração do crescimento económico estão a afastar os investidores do risco, consideram os analistas. O Stoxx 600 acabou por desvalorizar em torno de 0,6%.

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