Itália quer diálogo para evitar sanções europeias

  • Lusa
  • 25 Novembro 2018

A Comissão Europeia quer avançar com sanções por causa da violação das regras orçamentais europeias, mas o governo italiano aposta no diálogo político para evitar crise.

O primeiro-ministro italiano disse estar confiante que o diálogo com Bruxelas vai evitar sanções contra o país por razões orçamentais, mesmo depois da “reunião inconclusiva”, este sábado, com o presidente da Comissão Europeia. “Estou confiante de que o diálogo poderá evitar um procedimento disciplinar”, afirmou Giuseppe Conte, momentos após uma reunião com Jean-Claude Juncker, na sede da comissão.

A reunião, marcada dias depois de Bruxelas ter rejeitado novamente o orçamento italiano, abrindo porta a sanções financeiras contra o país, “não foi conclusiva”, reconheceu, ainda assim, o chefe do Governo italiano, acompanhado pelo ministro das Finanças, Giovanni Tria.

O anúncio da recomendação de abertura de um procedimento por défice excessivo a Itália com base na dívida, feito quarta-feira pelo comissário dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, e pelo comissário responsável pela pasta do Euro, Valdis Dombrovskis, não terá surpreendido ninguém, nem mesmo o Governo italiano, reiteradamente alertado por Bruxelas para o desvio flagrante das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

A nova rejeição do plano orçamental de Itália para 2019 – que já tinha sido ‘chumbado’ por Bruxelas em 23 de outubro, numa decisão inédita na história do PEC – e a consequente abertura de um procedimento por défice excessivo foram, contudo, apenas os primeiros passos naquele que se adivinha como um longo processo que poderá demorar meses e não estar concluído antes das eleições europeias de maio.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Itália quer diálogo para evitar sanções europeias

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião