Mercês Borges demite-se de todos os cargos no grupo parlamentar do PSD por causa da votação fantasma no OE

A deputada social-democrata Maria das Mercês Borges demitiu-se dos cargos em que representava o grupo parlamentar do PSD, incluindo o de presidente na comissão de inquérito aos CMEC.

Afinal há consequências no grupo parlamentar do PSD, nas polémicas relacionadas com registo de presenças e votações no Parlamento. A deputada social-democrata Maria das Mercês Borges, que terá votado no lugar de Feliciano Barreiras Duarte no Orçamento de Estado, demitiu-se dos cargos em que representava o grupo.

Mercês Borges mantém-se como deputada, mas sai dos cargos de presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Pagamento de Rendas Excessivas aos Produtores de Eletricidade e coordenadora da bancada social-democrata na Comissão do Trabalho, adianta um comunicado do grupo parlamentar.

Os pedidos de demissão foram aceites pelo líder do grupo parlamentar, Fernando Negrão, que já nomeou um novo presidente para a comissão dos CMEC. Será o deputado e vice-presidente da direção do grupo parlamentar, Emídio Guerreiro, a ocupar o cargo.

A deputada social-democrata admitiu que pode ter “carregado no botão” que sinaliza a presença e o voto de Feliciano Barreiras Duarte, na votação do Orçamento do Estado 2019 na generalidade, em declarações ao Observador (acesso livre). E avançou também que já registou várias vezes colegas que não estavam no hemiciclo.

O líder da bancada do PSD defendeu na quarta-feira um “trabalho de sensibilização” junto dos deputados para que respeitem as regras do Parlamento, acrescentando que o “mandato é individual” e que a relação é entre o deputado e o eleitor. O presidente da bancada sinalizava assim que não haveria consequência para os infratores.

Antes, o presidente do Parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues, tinha pedido “mais responsabilidade e responsabilização individual (de cada deputado) e coletivas (de cada grupo parlamentar), sancionando as irregularidades”.

(Notícia atualizada às 12h30)

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