Água mais cara no alojamento local. Donos contestam

  • ECO
  • 15 Dezembro 2018

A EPAL vai passar a cobrar ao alojamento local o mesmo que ao comércio, situação contestada pelos proprietários que a situação vai contra as regras em vigor em Lisboa.

A fatura da água dos proprietários de alojamento local vai ficar mais “pesada”. Em causa, está a aplicação das empresas abastecedoras de aplicar a estes imóveis de tarifas para comércio ou indústria, adianta o Diário de Notícias/Dinheiro Vivo (acesso pago), que fala ainda nas críticas que essa situação suscita junto dos proprietários. O valor chega a ser três vezes superior.

As queixas serão às dezenas e com origem em diferentes pontos do país, com críticas sobre a mudança já aplicada nos tarifários da água.

A EPAL, empresa responsável pelo fornecimento de água na capital, explicou a um cliente queixoso através de carta que está a alterar as tarifas do alojamento local, de consumo doméstico para de comércio ou indústria.

Essa situação é criticada pelos proprietários, que consideram ser contra as regras em vigor em Lisboa. “O Plano Diretor Municipal (PDM) de Lisboa é muito claro e define o uso habitacional para o alojamento local. O uso que é dado à água no AL não é para rega, não é de lavagem de carros. É o uso para tomar banho, para beber ou para cozinhar. Esse uso é habitacional, logo está incluído no tarifário doméstico da EPAL”, defende uma proprietária citada pelo jornal.

Questionada pelo Dinheiro Vivo sobre as queixas recentes dos proprietários, a EPAL remeteu a mudança do tarifário para a nova lei do alojamento local, que entrou em vigor em outubro.

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