Comissão aprova Orçamento de Estado italiano. Itália escapa ao procedimento por défice excessivo

Ainda que não seja o ideal, o acordo entre a Comissão e o Governo italiano permite evitar o procedimento por défice excessivo.

Depois de Itália, foi a vez da Comissão Europeia confirmar o acordo sobre o Orçamento italiano. Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão, anunciou que foi alcançado um entendimento entre Bruxelas e Roma, revelando que o país transalpino deverá, caso implemente as medidas propostas, evitar o procedimento por défice excessivo (PDE).

O acordo, que Dombrovskis diz não ser o “ideal”, evita um procedimento que poderia implicar sanções para o país, no caso de este não cumprir as regras europeias.

“Foi necessário muito trabalho e negociações para encontrar uma solução para o orçamento italiano. Vamos enfrentá-lo: a solução na mesa não é ideal. Mas permite-nos evitar um Procedimento de Défice Excessivo [PDE] nesta fase, desde que as medidas acordadas sejam totalmente implementadas”, escreveu Dombrovkis através de um publicação na sua conta de Twitter.

A nova proposta de Roma baixa a previsão de défice para 2,04% do Produto Interno Bruto (PIB) e prevê cortes na despesa na ordem dos quatro mil milhões de euros.

Nos últimos dois meses, Roma e Bruxelas têm estado num braço de ferro, que poderá agora chegar ao fim. Este desfecho já tinha, aliás, sido sinalizado por Pierre Moscovici, que disse ter identificado uma mudança de tom no Governo italiano, que abriu a porta a um “verdadeiro diálogo” e reconheceu que algumas propostas estavam “no caminho correto”.

O acordo desta quarta-feira acontece uma semana depois de o Governo de Giuseppe Conte ter aceitado baixar o défice de 2,4% para 2,04% do PIB, cumprindo assim as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

(Notícia atualizada às 12h05)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Comissão aprova Orçamento de Estado italiano. Itália escapa ao procedimento por défice excessivo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião