Roma anuncia acordo com Bruxelas sobre Orçamento para 2019

O Governo italiano já chegou a um acordo informal com a Comissão Europeia sobre o seu Orçamento do Estado para o próximo ano.

Itália já chegou terça-feira a acordo com a Comissão Europeia sobre o seu Orçamento do Estado para o próximo ano, avança o Corriere Della Serra, citando fontes do Ministério das Finanças italiano. Por agora, esse aperto de mão ainda é apenas informal, mas deverá ser oficializado esta quarta-feira.

De acordo com a imprensa italiana, a expectativa é de que, se este acordo receber mesmo “luz verde” do órgão executivo da União Europeia, caia a recomendação feita em novembro ao Conselho Europeu para abrir um procedimento por défices excessivos contra Itália com base na dívida.

De notar que este acordo acontece uma semana depois de o Executivo de Giuseppe Conte ter aceitado baixar o défice de 2,4% para 2,04% do PIB, cumprindo assim as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

No final de outubro, numa decisão inédita, Bruxelas chumbou a proposta orçamental apresentada por Itália por estar em “clara” violação das regras europeias e por ser demasiado expansionista. “Hoje, pela primeira vez, a Comissão foi obrigada a pedir a um país da Zona Euro para rever a sua proposta de Orçamento”, disse, na ocasião, o vice-presidente da Comissão Europeia, referindo que não havia “outra alternativa”.

Nos últimos dois meses, Roma e Bruxelas têm estado num braço de ferro, que poderá agora estar a chegar ao fim. Esse desfecho já tinha sido sinalizado por Pierre Moscovici, à entrada da reunião do Eurogrupo. O comissário disse ter identificado uma mudança de tom no Governo italiano, que abriu a porta a um “verdadeiro diálogo”, e reconheceu que havia “algumas propostas a pairar no ar”, que vão “no caminho correto.

À imprensa italiana, o Governo italiano disse apenas que é essencial manter a “confidencialidade” até que as negociações sejam oficialmente rematadas, ficando por saber se esse acordo exigiu ou não mais concessões a Roma.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Roma anuncia acordo com Bruxelas sobre Orçamento para 2019

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião