Moscovici diz que são necessários “esforços suplementares” por parte de Itália

  • Lusa
  • 13 Dezembro 2018

"É um passo na direção correta, mas quero sublinhar que ainda não estamos lá, ainda são necessários passos adicionais, talvez de um lado e de outro", disse o comissário europeu dos Assuntos Económicos

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, pediu esta quinta-feira à Itália esforços suplementares relativamente ao seu orçamento para 2019, estimando que a anunciada redução do défice de 2,4% para 2,04% do PIB é insuficiente.

“É um passo na direção correta, mas quero sublinhar que ainda não estamos lá, ainda são necessários passos adicionais, talvez de um lado e de outro”, disse numa audição no senado francês. O Governo italiano propôs esta quarta-feira a Bruxelas a redução do seu défice público de 2,4% para 2,04% em 2019, com o objetivo de terminar o contencioso com a União Europeia (UE) e evitar o procedimento por défice excessivo com base na dívida, recomendado pela Comissão Europeia em 21 de novembro.

Giuseppe Conte, chefe da coligação populista no poder em Roma, formulou esta proposta durante um encontro na capital belga com o presidente da Comissão europeia, Jean-Claude Juncker. “Um trabalho técnico permitiu-nos obter uma margem de negociação porque recuperámos alguns recursos financeiros”, explicou Conte. “Estes recursos financeiros vão agora ser utilizados por nós nesta negociação com a Comissão. De um resultado final de 2,4%, pudemos descer para 2,04%”, acrescentou.

Em 21 de novembro, a Comissão Europeia “chumbou” pela segunda vez o plano orçamental de Itália para 2019, por considerar que a proposta contém um risco “particularmente grave de incumprimento”, e recomendou a abertura de um procedimento por défice excessivo com base na dívida. Após um período de inflexibilidade, a coligação governamental italiana, que integra a Liga (extrema-direita) e o Movimento 5 estrelas (M5S, antissistema) optou por iniciar discussões com Bruxelas após um primeiro encontro em 24 de novembro entre Conte e Juncker.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Moscovici diz que são necessários “esforços suplementares” por parte de Itália

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião