Cibersegurança na sua empresa? Seis dicas do Centro Nacional de Cibersegurança

O ECO falou com o Centro Nacional de Cibersegurança e descobriu que há algumas medidas que todos nós podemos facilmente adotar, mesmo que não sejamos uns experts de informática.

Conscientes da transformação digital e dos desafios a ela associados, muitas empresas estão preocupadas em adotar tecnologias que lhes permitam ganhar vantagem competitiva no mercado. Contudo, este é apenas um lado da moeda. O reverso tem a ver com a cibersegurança, que deve, paralelamente, ganhar importância na agenda das empresas, num momento em que todos os dias são relatados ataques no ciberespaço.

Ainda no mês passado, um estudo elaborado pela Ernst & Young (EY) concluiu que 55% das organizações não encaram a proteção e segurança como uma parte integrante da sua estratégia. O mesmo relatório alertou, ainda, para as vulnerabilidades mais perigosas, desde controlos de segurança ultrapassados (26%), acessos não autorizados (13%) e elementos relacionados com utilização cloud computing (10%). Contudo, a vulnerabilidade com maior expressão tem a ver com colaboradores descuidados (34%).

Perante as ameaças digitais, a exigência de mais e melhores soluções de segurança torna-se determinante, tal como a formação dos próprios colaboradores nessa mesma área. O ECO falou com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e descobriu que há algumas medidas que todos nós — no local de trabalho — podemos facilmente adotar, mesmo que não sejamos uns experts de informática.

“É importante perceber-se que não têm de ser necessariamente os técnicos de informática a ter esta preocupação dentro das organizações. Pode e deve surgir também dos seus funcionários, até porque no caso das microempresas, ou mesmo das pequenas e médias empresas (PME), maioritariamente não existe este departamento”, explicou o CNCS. Os trabalhadores comuns, a par das empresas, “precisam de saber navegar na internet de uma forma mais segura”.

Conheça as seis dicas que os especialistas em cibersegurança aconselham a adotar já:

1. Criar passwords seguras

Parece um passo relativamente simples, mas afinal tem muito que se lhe diga. As senhas no ciberespaço não devem ser óbvias e, por outro lado, devem ser distintas, tendo em conta as várias plataformas onde o utilizador se encontra registado. No momento de criar uma nova palavra-passe, lembre-se que deve usar pelo menos seis caracteres, sendo que o ideal será optar por uma senha com oito ou mais caracteres. A junção entre números, símbolos e letras (maiúsculas e minúsculas) é, também, o mais aconselhado.

Quanto a escrever as passwords em post-its ou partilhá-las com os colegas, não é uma boa ideia, uma vez que poderá estar a colocar em risco os seus dados pessoais e os da empresa. “Nunca, em caso algum, divulgue a sua password, esta é pessoal e intransmissível, tal como a sua escova de dentes”, alerta o Centro Nacional de Cibersegurança.

"Nunca, em caso algum, divulgue a sua password, esta é pessoal e intransmissível, tal como a sua escova de dentes.”

Centro Nacional de Cibersegurança

2. Alterar as passwords regularmente

Tão importante quanto criar senhas seguras, é alterá-las de vez em quanto. Crie uma rotina — que seja regular — de mudança de passwords. Este é também um passo fundamental no que toca às boas práticas de cibersegurança e lembre-se de começar logo pela própria palavra-passe de login do computador.

3. Bloquear o computador sempre que se ausentar do posto de trabalho

Sempre que se levantar da cadeira, seja para o que for, deve bloquear o seu computador de trabalho. “Bloqueie o computador sempre que se ausentar, mesmo que seja só para ir à casa de banho”, destaca o CNCS.

4. Assegurar que a rede de wi-fi está protegida com uma password forte

“Uma das preocupações das empresas que disponibilizam wi-fi para os seus colaboradores é o facto de se tornarem vulneráveis perante aqueles que tenham intenções maliciosas”. Por esse mesmo motivo, o Centro Nacional de Cibersegurança recomenda que a password da própria rede seja também ela suficientemente forte.

5. Criar uma rede para guests

Ainda sobre a rede wi-fi, as empresas devem, igualmente, criar uma rede exclusiva para os convidados, que terão acessos limitados comparativamente aos restantes trabalhadores. Os trabalhadores, por sua vez, devem utilizar a rede virtual privada (VPN) da sua organização, de forma a navegar na internet com maior segurança.

6. Fazer backups e atualizações de software

É recomendável que faça, ainda, backups com alguma regularidade, de modo a evitar que se percam dados importantes. No caso de já os ter realizado, pode simplesmente restaurar os dados e retomar a atividade normalmente. Por outro lado, é também importante atualizar o software sempre que proposto pelo seu sistema informático.

Cibersegurança, uma “condição necessária para melhor investir em tecnologia”

Questionado sobre quais as empresas em Portugal que são mais seguras, o CNCS não conseguiu dar resposta, devido à falta de informação a esse respeito. Contudo, avançou que existam setores de atividade que já se encontram “bastante bem preparados”. Por outro lado, há setores onde ainda “é preciso trabalhar a consciencialização, uma condição necessária para melhor investir em recursos humanos ou tecnologia, que aumentem o nível de maturidade das organizações e do setor”.

O conselho do Centro Nacional de Cibersegurança é que, perante a transformação digital, que indiscutivelmente “traz inúmeras vantagens”, se tenha consciência de que esta revolução também “acarreta riscos que precisam de ser tratados ao longo de todo o processo de negócio”.

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