CGD duplica prazo dos créditos da casa com taxa fixa. Chega aos 30 anos

  • ECO
  • 21 Janeiro 2019

A banca tem vindo a apostar nos empréstimos de taxa fixa, procurando afastar-se dos juros negativos das Euribor. A CGD tem, agora, prazos que chegam a 30 anos.

O crédito para a compra de casa está a aumentar, mas as Euribor continuam em terreno negativo. Daí que a banca esteja a apostar cada vez mais na concessão de empréstimos à habitação com taxas fixas. Quase todos os bancos têm estas taxas, estando os prazos oferecidos a aumentar de forma expressiva. A CGD acabou de duplicá-lo de 15 para até 30 anos.

De acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago), o banco liderado por Paulo Macedo foi o último banco a alterar a sua oferta na modalidade de taxa fixa do crédito à habitação. Se até agora as maturidades oferecidas eram de cinco, sete, dez e 15 anos, agora a oferta é complementada com novas maturidades de 20, 25 e 30 anos.

“Com esta solução, a Caixa Geral de Depósitos aposta no reforço da sua liderança no crédito à habitação, disponibilizando ao mercado uma gama completa de soluções de taxas de juro abrangentes e competitiva, variáveis, fixas e mistas”, refere fonte oficial do banco ao diário de economia.

O banco público junta-se, assim, ao BPI, mas também ao Bankinter, na oferta de financiamentos a taxa fixa com prazos muito longos, permitindo a muitos clientes verem o valor das prestações igual durante todo o prazo de reembolso do empréstimo contraído para a compra de habitação própria.

A taxa é mais elevada do que a das Euribor, mas nunca irá mudar. No caso destas taxas fixas, existe uma referência de mercado, mas não há regras. Ou seja, ao contrário do que acontece com as Euribor, em que a taxa resulta da média diária registada no mês anterior à contratação, no caso das taxas fixas são os bancos que as definem administrativamente. Em caso de reembolso antecipado, há uma penalização de 2% do montante em dívida, contra 0,5% nos créditos de taxa variável.

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