França quer que Renault escolha presidente da Nissan

A Renault já escolheu um novo chairman, depois da saída de Ghosn, mas a parceira japonesa Nissan ainda não. Paris diz que a decisão devia ser da fabricante francesa.

Com a saída de Carlos Ghosn, detido no Japão por má conduta financeira, a Renault e a Nissan ficaram com o cargo de chairman por preencher. A fabricante francesa já escolheu, Jean-Dominique Senard, anteriormente CEO da Michelin. Fica a faltar a Nissan, e Paris quer que a decisão seja da Renault.

Será o que está previsto no contrato, indica uma fonte governamental ao Les Echos (acesso condicionado/conteúdo em francês). Se o esquema sobre o qual operava Ghosn se manter, o novo presidente da Renault, anterior CEO da Michelin Jean-Dominique Senard, acumulará as funções com a presidência da Nissan.

Jean-Dominique Senard vai participar na reunião extraordinária do conselho de administração da Nissan, em abril. O CEO da fabricante japonesa, Hiroto Saikaw, sinalizou que quer que o novo chairman esteja envolvido no processo de reforma da marca. A parceria entre as duas marcas prevê que no conselho da Nissan, que tem nove membros, a Renault tem direito a menos um lugar do que a fabricante japonesa.

Se não se aplicar a liderança partilhada das duas marcas, será necessário escolher um novo chairman. Hiroto Saikaw apontou para junho o anúncio da decisão, afirmando que a sua prioridade agora é estabilizar a marca e também as relações com a sócia francesa, que detém 43% da Nissan.

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