Presidente da CMVM vai liderar comité de gestão de ativos europeu

Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) elegeu Gabriela Figueiredo Dias para presidir ao Investment Management Standing Committee.

A presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Gabriela Figueiredo Dias, foi escolhida para liderar o comité europeu responsável pela supervisão das gestoras de ativos e fundos de investimento. A eleição, para um mandato previsto até 2020, acontece numa altura em que a situação do setor no processo do Brexit é um dos principais desafios.

A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) nomeou, esta quarta-feira em Paris, Gabriela Figueiredo Dias para presidir ao Comité sobre Gestão de Ativos (Investment Management Standing Committee). “Com a presente nomeação, a CMVM reforça a sua presença internacional“, afirmou o regulador português, em comunicado, lembrando que a presidente foi eleita em nome individual para o órgão o executivo da ESMA, o Conselho de Gestão, no ano passado.

O Comité sobre Gestão de Ativos, que se foca em questões relacionadas com a gestão de investimento coletivo, tem como principal função a elaboração de normas técnicas de execução e de regulamentação relativas às diretivas e regulamentos comunitários que digam respeito à indústria de fundos de investimento.

Na apresentação de objetivos da CMVM para 2019, na semana passada, Gabriela Figueiredo Dias identificou o Brexit como um dos principais desafios para os mercados financeiros este ano.

Haverá alterações sensíveis no funcionamento. Temos de nos preparar para uma Europa a 27 e para os impactos — mas também oportunidades — que esta disrupção pode criar. O impacto direto do Brexit no nosso mercado pode até não ser muito expressivo, mas certamente sofreremos os impactos indiretos por via de outros mercados da União Europeia”, alertou a presidente da CMVM.

Especificamente sobre fundos de investimento e organismos de investimento coletivo (OIC), o regulador português defendeu que a supervisão prudencial passe na totalidade para si ainda este ano. Uma das atividades definidas para 2019 é “concluir e implementar o regime de transição de competências de supervisão prudencial sobre entidades gestoras de OIC do Banco de Portugal para a CMVM”.

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