Banco de Portugal admite rever idoneidade de gestores da Caixa

  • ECO
  • 31 Janeiro 2019

A abertura de processos de contraordenação estará excluída, uma vez que alguns dos factos ocorridos já estarão prescritos. O regulador vai concentrar-se nos processos de avaliação de idoneidade.

O Banco de Portugal está a analisar a auditoria da EY à gestão feita na Caixa Geral de Depósitos (CGD) entre 2000 e 2015, para avaliar se irá rever a idoneidade de antigos gestores do banco público que ainda estejam em funções em instituições financeiras. A notícia é avançada, esta quinta-feira, pelo Correio da Manhã, que cita fontes do setor.

O mesmo jornal refere que deverá estar excluída a abertura de processos de contraordenação por parte do supervisor, uma vez que alguns dos factos ocorridos durante o período em análise já estarão prescritos. O regulador concentra-se, por isso, nos processos de avaliação de idoneidade.

Dois antigos gestores que integraram a administração da Caixa durante este período já foram impedidos pelo Banco de Portugal de ocuparem cargos em órgãos sociais de instituições financeiras: Norberto Rosa e Pedro Cardoso. Há outros casos em que o regulador está a analisar a possibilidade de avançar com processos de averiguação da idoneidade de ex-gestores da CGD ainda no ativo. A instituição liderada por Carlos Costa não faz, contudo, quaisquer comentários sobre este assunto, não revelando quais os nomes que poderão vir a ser alvo de processo.

O Banco de Portugal, acrescenta o Correio da Manhã, deverá ter em conta o princípio da proporcionalidade, ou seja, com base nas conclusões da auditoria, verificará a responsabilidade de cada ex-gestor no processo de tomada de decisão e os pelouros que eram da sua responsabilidade.

Há 17 antigos gestores da Caixa que ainda estão em funções no setor financeiro, alguns dos quais mantêm-se mesmo na CGD.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Banco de Portugal admite rever idoneidade de gestores da Caixa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião