Ordem dos Enfermeiros: “Contribuições para financiar a greve não vieram de grupos de interesse”

  • ECO
  • 10 Fevereiro 2019

Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, não descarta a possibilidade de divulgação dos nomes que financiaram a greve através da plataforma de crowdfunding.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros garante que as contribuições para financiar a greve dos enfermeiros não vieram de “grupos de interesse”, mas antes dos próprios enfermeiros, muitos deles a trabalhar no estrangeiro.

Em entrevista à TSF/Dinheiro Vivo (acesso livre), Ana Rita Cavaco não descartou a divulgação dos nomes de quem financiou o protesto através de uma plataforma crowdfunding. Mas disse que essa questão tem de ser respondida pela Comissão Nacional de Proteção de Dados, para não haver qualquer ilegalidade.

“Hoje há um novo regime, uma nova lei de proteção de dados, e por muito que eles queiram revelar quem são os contribuidores ou a PPL o queira fazer, por que esses têm toda a informação, eu acho que tem que haver aqui uma pronúncia da Comissão Nacional de Proteção de Dados para ninguém cair numa ilegalidade”, declarou a bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

Em relação ao financiamento da greve através de uma plataforma crowdfunding, que tem gerado polémica nos últimos dias, Ana Rita Cavaco explicou vieram sobretudo dos próprios enfermeiros.

“Eu diria que, maioritariamente, os enfermeiros que se quotizaram. Eu sei que vocês não veem isso, mas eu vou vendo, sobretudo no Facebook. Eles fazem não só contribuições individuais, como coletas nos serviços. Os enfermeiros portugueses no estrangeiro, que neste momento são 18.000, fazem coletas para enviarem dinheiro para o crowdfunding dos enfermeiros portugueses. Portanto, diria que a grande maioria desse valor vem destas quotizações de serviços inteiros, dos enfermeiros individualmente através dos seus familiares, de amigos, de mim própria que também dei dinheiro para esse crowdfunding, porque ele é meu e faço dele aquilo que entender”, disse na mesma entrevista.

Além disso, lembrou que o próprio António Costa também usou a mesma plataforma na campanha à câmara de Lisboa em 2013. “Eu não posso achar que o crowdfunding é bom quando me dá jeito e é mau quando me está a provocar um dano”, disse.

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