CGD faz um lifting à marca. Muda imagem dos balcões

Abrir uma conta em 20 minutos, consultar preçários em formato digital, fazer simulações em ecrãs gigantes ou ser recebido à porta são algumas das novidades que o banco público traz aos clientes.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai ter uma nova cara, mas também um novo interior. O lettering foi alterado para um mais antigo, mas os clientes do banco público vão ainda contar com outras novidades. Abrir uma conta em 20 minutos com recurso apenas ao cartão de cidadão, consultar em ecrãs gigantes os preçários em modelo digital e fazer simulações são algumas das novas funcionalidades.

O exterior do balcão da CGD no Lumiar, em Lisboa, está diferente. “Recuperámos o lettering da CGD do passado. E temos um logótipo 3D. À noite é mais visível, está maior e tem mais luminosidade”, descreveu João Rodrigues, gerente da CGD do Lumiar, esta terça-feira. “A CGD vai manter o azul como cor principal, um azul mais claro e aberto, mas vai jogar em muitas combinações com o laranja e com o amarelo”, acrescentou Paula Macedo, presidente executivo da CGD.

Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Lumiar, Lisboa

Mas o interior também mudou. Os clientes CGD que se deslocarem a este balcão ou ao balcão da Boavista, no Porto, já vão notar a diferença. Logo à entrada, são atendidos por um comercial que, mediante o assunto em questão, os encaminhará para a pessoa certa. “Os clientes notam que as pessoas estão viradas para o cliente e à entrada são conduzidos aos diversos sítios. Por outro lado, as pessoas levantam-se para ir buscar os clientes. Há uma maior abertura para o cliente”, explicou Paulo Macedo.

Outras das novidades é a possibilidade de se abrir uma conta em apenas 20 minutos, através do cartão de cidadão e de um sign pad, para as assinaturas. Isso “diminui muito o tempo que as pessoas estão para abrir uma conta e inclusive para se identificarem, assim como os papéis a preencher que diminuem drasticamente”, continuou o presidente executivo do banco. No modelo anterior, explicou João Rodrigues, esse era o tempo necessário só para o processo de criação do cliente na base de dados.

Ainda no interior do banco, haverá ecrãs gigantes onde os clientes poderão consultar preçários de todos os serviços em formato digital ou fazer simulações de créditos. “Estamos convencidos que isto são soluções e estas vão já para todo o país, independentemente do resto das agências estarem a ser modernizadas”, disse Paulo Macedo.

Para o administrador, este processo de modernização é importante porque a CGD precisaria sempre de renovar a sua imagem”. “A CGD é líder de mercado mas não basta dizer que é líder, tem que dar um bom serviço às pessoas, fazer com que as pessoas percam menos tempo nas suas agências e que sintam que podem vir à CGD e ter maior valor acrescentado“.

Questionado pelos jornalistas sobre as últimas polémicas que envolveram o banco público, Paulo Macedo referiu-se à instituição que lidera como um “arremesso político” que sofre com “meses e meses de notícias que não são positivas”. “Mas a única resposta é precisamente esta, estar mais perto dos clientes. E é conseguirmos minimizar o desfoque do nosso negócio e da nossa atividade”, afirmou, rematando que “estender um processo durante seis meses não é positivo”.

(Notícia atualizada às 14h06 com mais informação)

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