Oi põe ação em tribunal de Luanda contra a Unitel para reclamar dividendos

A Oi, através da PT Ventures, instaurou uma ação contra a Unitel, alegando que esta se "recusa a pagar dividendos pendentes". A angolana diz tratar-se de um "ataque concertado".

A Oi, através da subsidiária PT Ventures (PTV), avançou com uma ação em tribunal, em Angola, contra a Unitel, alegando que esta “se recusa a pagar dividendos pendentes”. Contudo, para a empresa angolana, isto trata-se de um “ataque concertado e contínuo” contra si, afirmando que já se “disponibilizou repetidamente para pagar os dividendos”.

“A PTV [acionista da Unitel com uma participação de 25%] alega que a Unitel se recusa a pagar dividendos pendentes, mas esta é uma declaração incorreta e falsa. A Unitel já se disponibilizou repetidamente para pagar os dividendos em Angola, conforme exigido por lei, mas a PTV tem-se recusado a aceitar esse pagamento, alegando que os seus dividendos deveriam ser pagos fora de Angola e em moeda estrangeira“, refere a Unitel, em comunicado.

“Esta ação judicial é o mais recente esforço de um ataque concertado e contínuo à Unitel e aos acionistas angolanos da Unitel desde que a PTV foi adquirida em 2014 pela Oi”, que tem como acionista a Pharol. A empresa angolana vai ainda mais longe e refere, no mesmo documento, que estas são “acusações infundadas” e “invenções sem qualquer fundamento ou prova”.

De acordo com a Unitel, a Oi já disse várias vezes em público que “não considera a PTV como um ativo estratégico e que a sua intenção é vender a participação à primeira oportunidade”. Assim, com esta ação instaurada, a Oi pode ter “a expectativa de tomar o controlo de uma empresa angolana, para forçar os acionistas angolanos a adquirirem as ações pertencentes à Oi a um preço inflacionado”.

A Unitel remata dizendo que “refuta totalmente todas as pretensões alegadas pela PTV” e que vai, “de forma vigorosa, apresentar a sua defesa contra essas alegações infundadas e difamatórias“.

(Notícia atualizada às 16h37 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Oi põe ação em tribunal de Luanda contra a Unitel para reclamar dividendos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião