Problemas na Boeing complicam negociações entre China e Estados Unidos

O aumento no valor das compras dos chineses aos EUA é um dos pontos essenciais nas negociações comerciais, que será mais difícil de concretizar com a crise na Boeing, uma das principais exportadoras.

A Boeing é uma das principais empresas norte-americanas que exporta para a China, e pode agora tornar-se uma pedra no sapato dos chineses nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Os receios em torno da segurança dos aviões do modelo 737 Max 8 da Boeing, envolvido em mais do que um acidente nos últimos meses, levou a que vários países suspendessem os voos desta aeronave.

As maiores encomendas para o estrangeiro do Boeing 737 Max são de empresas e companhias aéreas chinesas, afigurando-se como uma fatia substancial do comércio entre a China e os Estados Unidos. Com esta peça em causa, será mais difícil para Pequim apresentar um grande aumento ao valor dos bens que compra aos Estados Unidos nas negociações, escreve o Financial Times (acesso condicionado/conteúdo em inglês).

A Boeing já suspendeu as entregas do 737 Max, que representa cerca de 80% das encomendas por entregar da empresa norte-americana. A China foi um dos primeiros países a tomar ação, com as autoridades chinesas a proibirem as companhias aéreas domésticas de voarem com a mais recente aeronave da gama 737 da fabricante norte-americana.

A oferta de um acréscimo às exportações dos Estados Unidos é uma das cartas com que jogam os negociadores chineses, que estão agora sob ainda mais pressão para garantir o acordo. Donald Trump já adiantou que não vai assinar um acordo comercial com a China sem um “bom negócio”, e as dificuldades da Boeing poderão ser um obstáculo.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Problemas na Boeing complicam negociações entre China e Estados Unidos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião