Banco de Portugal sai em defesa da Comissão de Acompanhamento do Novo Banco

Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, assegurou que os membros da comissão de acompanhamento da venda do Novo Banco são "idóneos e têm currículo".

Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, admite que o desempenho de José Rodrigues de Jesus na Comissão de Orçamento e Finanças há uma semana tenha criado “uma perceção que pode ter ficado aquém” do esperado, mas garantiu que o responsável pela fiscalização das injeções no Novo Banco é “idóneo e têm currículo” para cumprir aquela função.

“Sobre a comissão de acompanhamento da venda do Novo Banco, nem tudo o que parece é”, começou por dizer Máximo dos Santos esta quarta-feira no Parlamento, garantindo que a escolha das pessoas para a comissão de acompanhamento foi “criteriosa”.

“Não procurei pessoas das minhas relações pessoais, escolhi pessoas tendo em conta os seus currículos. São pessoas cuja idoneidade, características e currículo dão todas as garantias. A perceção [dessa audição] pode ter ficado aquém. Mas a escolha foi criteriosa e pensada”, assegurou o presidente do Fundo de Resolução, que detém 25% do Novo Banco.

Lembrou o percurso profissional de José Rodrigues de Jesus para dar conta dessa garantia. “Foi o administrador nomeado pelo Estado portuguesa para o BCP durante o regime dos Cocos”, recordou Máximo dos Santos.

Há uma semana, José Rodrigues de Jesus deixou os deputados “perplexos” e “incrédulos” com os esclarecimentos que prestou na audição parlamentar sobre o pedido de compensação financeira do Novo Banco ao Fundo de Resolução no valor de 1.150 milhões de euros. Sobre isto, Teresa Leal Coelho lembrou que as declarações do responsável poderiam ter minado a confiança dos deputados no trabalho daquela comissão que fiscaliza o contrato de venda do Novo Banco ao Lone Star em 2017.

Luís Máximo dos Santos quis também tranquilizar os deputados ao dizer que o papel do Fundo de Resolução na fiscalização do Novo Banco é mais importante do que o papel da Comissão de Acompanhamento liderado por José Rodrigues de Jesus.

Neste sentido, adiantou que todas as operações realizadas pelo banco têm de ser aprovadas pelo Fundo de Resolução, e disse que algumas delas foram inclusivamente rejeitadas mesmo com o parecer favorável da Comissão de Acompanhamento.

“Até ao momento foram submetidas 117 operações para decisão, 46% das quais foram aprovadas nas condições apresentadas pelo banco, outras foram aprovadas de acordo com os critérios do Fundo de Resolução e 14% foram rejeitadas. Algumas operações tiveram parecer favorável da comissão de acompanhamento. Mas isto quer dizer que a comissão de acompanhamento fez um mau trabalho? Não. O Fundo de Resolução é que teve uma avaliação diferente“, disse.

Máximo dos Santos afirmou que, “seguramente, o Fundo de Resolução está a acompanhar todo o processo e a exercer todo o poder previsto pelo contrato de modo a que esse contrato seja cumprido de forma adequada e razoável e no espírito de boa-fé”.

“Sim, o Fundo de Resolução está a fazer aquilo que tem de fazer para o contrato ser bem executado”, afirmou o presidente do Fundo de Resolução

(Notícia atualizada às 19h20)

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