Tanure recua. Retira proposta de demissão de administradores da Pharol

O empresário que possui 9,9% da Pharol já não quer destituir administradores da empresa. Mandou retirar três pontos da agenda para a próxima assembleia geral.

Passo atrás na guerra na Pharol. O empresário Nélson Tanure, que possui 9,9% da Pharol já não quer destituir administradores da empresa portuguesa. Mandou retirar três pontos da agenda para a próxima assembleia geral, um deles previa o afastamento de quatro administradores da empresa liderada por Palha da Silva.

“Informam-se os senhores acionistas de que, na sequência de novo requerimento apresentado pela acionista High Bridge, detentora de 89.551.746 ações, correspondentes a 9,99% do capital social da Pharol, são retirados os pontos 5, 6 e 7 da ordem de trabalhos da Assembleia Geral Anual da sociedade, cuja inclusão havia sido requerida pela mesma acionista”, refere um comunicado enviado, esta sexta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pela Pharol.

Um dos três pontos retirados da agenda da reunião anual de acionistas pedia a redução do número atual de membros do conselho de administração da Pharol de 11 para nove “com a consequente de destituição de dois dos administradores nomeados, os senhores Bryan Schapira e Aristóteles Luís Vasconcelos Drummond, com efeitos imediatos”, lia-se num documento publicado na CMVM no passado dia 12 de março.

A High Bridge – sociedade controlada por Nélson Tanure – pedia ainda a destituição dos membros do conselho de administração Maria do Rosário Amado Pinto Correia, Maria Leonor Martins Ribeiro Modesto, Pedro Zanartu Gubert Morais Leitão e Jorge Telmo Maria Freira Cardoso, propondo em substituição quatro novos nomes para o período remanescente do mandato em curso 2018-2020. Nomes que foram aprovados poucas semanas antes para um mandato de três anos.

Para ser aprovada, a proposta teria de ter a maioria dos votos na assembleia geral, o que colocava problemas: ninguém sabe qual é a posição global do empresário brasileiro, mas várias fontes indicam que já tem cerca de 20% do capital da Pharol. A CMVM estará a investigar esta posição acionista, porque a Pharol tem uma blindagem de estatutos limitada a 10% dos votos, por isso, caso se confirmasse uma concertação de posições, Tanure só poderia votar com o limite dos 10%.

(Notícia atualizada às 19h38)

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