Acionistas vão votar fim dos limites de voto na EDP

Proposta foi feita pelo fundo Elliott. Foi incluída nos pontos que vão a votação na assembleia geral da elétrica a 24 de abril.

Proposta de desblindagem dos estatutos da EDP foi feita pelo fundo Elliott. Pedido feito pelo acionista norte-americano, opositor à OPA da China Three Gorges, foi aceite por Rui Medeiros, vice-presidente da mesa da assembleia geral da elétrica, tendo sido incluída nos postos a discutir, e a votar, na reunião magna de 24 de abril.

A 27 de março de 2019, o fundo propôs a inclusão de um ponto da ordem de trabalhos para a assembleia geral, no âmbito do qual os acionistas poderão votar sobre se a EDP deverá eliminar o limite de 25% dos direitos de voto de qualquer acionista.

Essa proposta foi apresentada, tendo sido solicitada a inclusão na reunião já agendada. Agora, em comunicado enviado à CMVM, veio a confirmação de que o pedido feito pelo fundo de Paul Singer foi aceite.

Aprovada a inclusão deste ponto na votação, já se sabe o sentido de voto do Elliott: contra. E recomenda que todos os demais acionistas façam o mesmo, visando o fracasso da oferta apresentada pelo maior acionista da elétrica, a China Three Gorges.

“No caso da EDP, a eliminação do limite máximo constituiria um sinal de apoio a uma aquisição pelo maior acionista sem o pagamento de um prémio adequado”, explicou, à data, o fundo. A OPA foi lançada em maio de 2018, tendo como contrapartida um valor de 3,26 euros por ação. Este preço “subavalia significativamente” a empresa, na perspetiva do Elliott.

Caso os acionistas rejeitem a eliminação do limite máximo de voto, “não estaria verificada uma condição necessária ao lançamento da oferta”, ditando o fracasso da mesma.

Para que esse seja o desfecho, é preciso que uma maioria qualificada de dois terços dos acionistas presentes na Assembleia Geral Anual de 24 de abril vote no mesmo sentido que o fundo norte-americano.

(Notícia atualizada às 21h17 com mais informação)

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