É assim que vai ficar a Doca da Marinha. Concurso público já foi lançado

O concurso público foi lançado esta terça-feira. O prazo para a apresentação das propostas termina às 18h00 do próximo dia 15 de maio.

É mais um passo para a requalificação da zona ribeirinha de Lisboa. Desta vez vai ser a Doca da Marinha, que se estende entre a Estação Sul e Sueste e o novo terminal de cruzeiros de Lisboa, a receber obras. No futuro, este local vai tornar-se mais amplo e aberto, fazendo apenas fronteira com o rio, tal como já acontece no percurso que vai do Cais do Sodré ao Terreiro do Paço. O concurso público para as obras na Doca da Marinha já foi lançado.

De acordo com o documento publicado esta terça-feira em Diário da República, que dá conta do modelo de anúncio do concurso público, o valor do investimento deverá ser superior a 1,6 milhões de euros, sendo o preço base fixado em 1.625.500 euros. Quanto às propostas, o prazo para a apresentação das mesmas é “até às 18h00 do 45.º dia a contar da data de envio do presente anúncio [1 de abril]”. Significa isto que as propostas devem ser submetidas até às 18h00 do próximo dia 15 de maio.

No final das obras, é esperado que a Avenida Infante Dom Henrique apresente um novo perfil. Um retrato de uma avenida arborizada, pedonal e com uma ciclovia que vai, assim, prolongar a alameda pedonal que parte do Cais do Sodré e se estende, por agora, até ao Terreiro do Paço.

Para perceber melhor que mudanças estão em causa, veja como está, atualmente, a Doca da Marinha.

Fotografia aérea do estado atual da Doca da MarinhaGoogle Maps

Agora veja qual o resultado esperado no final do projeto de requalificação da Doca da Marinha.

Fotomontagem do projeto de requalificação da Doca da MarinhaCâmara de Lisboa

Na fotomontagem da Câmara de Lisboa, é possível perceber que a circulação pedonal será alargada e será dada sequência à plantação de árvores, que deverão acompanhar a alameda pedonal ao longo da Avenida Infante Dom Henrique.

Segundo a informação que já tinha sido partilhada no site da Câmara de Lisboa, a intervenção deve ter em consideração “as memórias históricas e o valor simbólico dos elementos urbanos, arquitetónicos e monumentais, com uma imagem contemporânea e diálogo entre as diferentes épocas”.

De igual forma, devem ser criados novos enquadramentos paisagísticos e adequados os esquemas de transportes coletivos e individuais, de modo a criar “um modelo geral de circulação para a Frente Ribeirinha”.

Outras das diretrizes partilhadas pela Câmara dita que é importante “privilegiar os espaços e os percursos pedonais, não apenas do ponto de vista de fruição da paisagem mas também assegurando condições de segurança, acessibilidade e conforto”. No fundo, para “transformar a Doca da Marinha num amplo espaço de fruição pública”.

Recorde-se que o protocolo foi assinado pela Câmara de Lisboa, em fevereiro do ano passado, com a Marinha e a Administração do Porto de Lisboa. Na altura, o presidente da Câmara, Fernando Medina, afirmou que “a Doca da Marinha era, no fundo, a peça que faltava para ligação até à parte seguinte que já está recuperada pela Administração do Porto de Lisboa, que é toda a zona do terminal de cruzeiros”.

Este projeto trata, essencialmente, de cumprir a parte que faltava do projeto de João Carrilho da Graça, o arquiteto responsável pela mudança do espaço público no Campo das Cebolas, um espaço que conta agora com um amplo jardim, um parque infantil com vista para o Tejo e estacionamento subterrâneo.

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