Marques Mendes diz que “Governo deu uma grande cambalhota na questão das PPP na Saúde”

Marques Mendes diz que o Governo evitou comprar uma guerra com Marcelo Rebelo de Sousa.

“Uma grande cambalhota”. É assim que o comentador da SIC classifica a aparente mudança de posição do Governo na questão das parcerias público-privadas (PPP) na saúde.

E quais foram as razões para este recuo? Para o comentador, porque proibir liminarmente as PPP iria significar “uma vitória para o Bloco de Esquerda”, o Governo “compraria uma guerra com o Presidente da República”, “perdia votos dos moderados e não ganhava à esquerda” e ainda “dividia internamente o PS”.

Recorde-se que a 17 de abril, o deputado bloquista Moisés Ferreira anunciou o acordo com o Governo para o fim das PPP na saúde, no âmbito da Lei de Bases da Saúde. Mas o Governo veio dizer no mesmo dia que ainda só havia “documentos de trabalho”. Dias mais tarde (a 22 do mesmo mês), Catarina Martins reiterou a existência de um acordo. Mas no dia 24, o PS entregou propostas de alteração que não proíbem as PPP, embora as condicionem.

Para Marques Mendes, este caso mostra que “um Governo PS e Bloco após as eleições de outubro não vai acontecer”, recordado as desavenças nas PPP, na energia, no imposto Mortágua e ainda na questão das mais-valias imobiliárias.

Qualquer Governo com o Bloco de Esquerda é ficção cientifica”. Este recuo nas PPP, segundo Marques Mendes, “mostra uma estratégia errática do Governo, parece um cata-vento”, uma expressão idêntica à utilizada esta semana pelo também social-democrata Paulo Rangel.

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