Paula Amorim e Berda assinam compra da Comporta

O acordo para a compra da Comporta é de novembro, mas só agora o contrato vai ser assinado. Paula Amorim e Claude Berda pagam 157,5 milhões de euros e têm plano de investimento a 15 anos.

Está (finalmente) por horas a assinatura do contrato de aquisição dos dois ativos imobiliários da Herdade da Comporta que estavam sob propriedade do Fundo Imobiliário gerido pela Gesfimo. O consórcio que integra as empresas do empresário francês Claude Berda e da empresária Paula Amorim vão concretizar um negócio que foi aprovado formalmente em novembro, numa assembleia de participantes daquele fundo, mas para o qual faltava ainda a assinatura de compra. Se não houver um problema de última hora, será assinado esta segunda-feira ao meio-dia na Deloitte, a auditora que conduziu o negócio.

O negócio estava ainda pendente de acordo com a Herdade da Comporta, sob controlo da justiça portuguesa e suíça, no âmbito da insolvência do Grupo Espírito Santo. Nos últimos meses, foi necessário definir as condições de utilização de infraestruturas que eram partilhadas entre o Fundo Imobiliário e a própria herdade da Comporta. Ultrapassadas, essas questões, já só falta a assinatura do acordo, que será efetivado esta segunda-feira, apurou o ECO junto de fontes que conhecem o processo.

A Amorim Luxury (de Paula Amorim) e a Port Noir Investments (de Claude Berda) acordaram pagar, em novembro de 2018, 157,5 milhões de euros pelos ativos sob gestão do Fundo Imobiliário da Comporta. A empresária portuguesa controla 12% do consórcio, enquanto o milionário francês, que tem em Portugal a Vanguard Properties, detém os restantes 88%.

A primeira fase de intervenção do consórcio passa pela construção de 52 moradias turísticas, as quais implicam um investimento de 300 milhões de euros. O consórcio de Amorim e Berda anunciou, logo em novembro, que o plano de desenvolvimento para a Comporta, a desenvolver num horizonte de 15 anos, implica um investimento de mil milhões de euros.

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