Desemprego jovem em Portugal foi o que mais caiu no último ano, mas ainda está acima da média europeia

A taxa de desemprego jovem em Portugal diminuiu em março para 16,5%. Ainda está acima da média europeia, apesar de ter tido a maior redução na Europa nos últimos 12 meses.

A taxa de desemprego em março caiu para os 6,4%, em linha com a média da União Europeia, mas significativamente melhor que os 7,7% da média dos países da zona euro, indicou esta terça-feira o gabinete de estatísticas das comunidades europeias. Já o desemprego jovem continua a ser um dos mais elevados e a estar acima da média europeia, mesmo conseguindo a maior redução no último ano entre todos os países para os quais há dados.

Espanha e Itália continuam a ser os países com as maiores taxas de desemprego jovem – ou seja, entre a população ativa com menos de 25 anos. Estes dois países têm taxas acima dos 30% (33,7% e 30,2%, respetivamente), mas o Eurostat só dispõe de dados para 20 países.

Entre os oito para os quais não existem ainda dados disponíveis está, por exemplo, a Grécia, que em janeiro tinha uma taxa de desemprego jovem de 39,7%, de longe a mais alta entre todos os países da União Europeia.

Portugal surge como o país com a sexta taxa de desemprego jovem mais elevada, igual à da Finlândia, ambos com 16,5%. No entanto, entre março de 2018 e março de 2019, a taxa de desemprego jovem em Portugal caiu 5,4 pontos percentuais, a redução mais pronunciada entre os 20 países para os quais há dados disponíveis.

No que diz respeito à taxa de desemprego para toda a população ativa, Portugal surge em linha com a média da União Europeia, também 6,4% em março, um alinhamento que tem sido progressivo ao longo do último ano e que foi alcançado, pelo menos, na parte final de 2018. Comparando com a média da zona euro, Portugal até está em melhor posição, já que a taxa de desemprego na área do euro ainda atingia os 7,7% em março.

A queda do desemprego em Portugal tem sido conseguida sobretudo com a redução do desemprego entre os homens, que diminui 1,6 pontos percentuais para os 5,7% em março. Já entre as mulheres, a taxa teve uma redução significativamente menor, apenas 0,3 pontos percentuais, alcançado em março deste ano 7,3%, que era a taxa de desemprego entre os homens em março de 2018.

O abrandamento da economia da zona euro levou o Governo a rever em baixa a sua previsão para o crescimento da economia este ano, de 2,2% para 1,9%, e em alta a previsão que tinha para a taxa de desemprego, de 6,3% para 6,6%.

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