Custos com a dívida castigam lucros EDP Renováveis

A empresa liderada por Manso Neto registou uma quebra de 35% nos lucros do primeiro trimestre. Ganhou 61 milhões de euros.

A EDP Renováveis revelou uma quebra de 35% nos lucros do primeiro trimestre do ano. Num período marcado pela menor produção de energia por ter havido menos vento, a empresa de energias renováveis foi penalizada pelos resultados financeiros. Os custos associados à dívida dispararam 80%.

Dos 94 milhões registados no primeiro trimestre do ano passado, os lucros da empresa liderada por Manso Neto acabaram por cair para 61 milhões de euros, revela a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O EBITDA somou 385 milhões (aumento de 1% face ao primeiro trimestre de 2018) e o EBIT diminuiu para 233 milhões (contra 252 milhões no período homólogo”, “com o IFRS 16 a aumentar as depreciações em oito milhões”. Já as receitas encolheram em 1%.

“Como resultado do menor recurso eólicos, maior capacidade, maior preço médio de venda (aumento de 3%), impacto positivo do cambial e o esperado termo dos PTCs de 10 anos de certas estruturas de tax equity (-11 milhões de euros face ao período homólogo), as receitas totalizaram 521 milhões”, diz a EDP Renováveis.

Enquanto os “ganhos operacionais totalizaram 25 milhões, com a comparação anual a refletir sobretudo os ganhos adicionais da venda de uma participação de 80% em dezembro de 2018, de um portfólio de 499 MW na AdN e materializado no primeiro trimestre”, os custos aumentaram 1% para 161 milhões.

Mas a pesar nas contas estiveram os resultados financeiros que “aumentaram para 96 milhões (contra os 53 milhões em 2018) com a comparação anual impactada pelos 15 milhões de ganhos contabilizados no primeiro trimestre de 2018 oriundos da venda de uma participação num projeto offshore no Reino Unido e pelos sete milhões derivados da implementação de IFRS16, juntamente com dívida média e taxas de juro mais elevadas dado diferente mix cambial“, diz a empresa. A dívida aumentou 556 milhões para 3.615 milhões.

(Notícia atualizada às 8h03 com mais informação)

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Custos com a dívida castigam lucros EDP Renováveis

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião