Angolano Banco Económico quer posição da Seguradoras Unidas

  • ECO Seguros
  • 9 Maio 2019

O herdeiro do Banco Espírito Santo Angola pretende adquirir a posição da Seguradoras Unidas no capital da Tranquilidade – Corporação Angolana de Seguros.

O angolano Banco Económico, herdeiro do Banco Espírito Santo Angola (BESA), quer adquirir a posição da Seguradoras Unidas no capital da Tranquilidade – Corporação Angolana de Seguros, anunciou a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) angolana em comunicado divulgado em Luanda.

A operação foi comunicada a 25 de março último, ao abrigo da Lei da Concorrência, aprovada em Março de 2018, que obriga à submissão prévia dos atos de concentração de empresas que atinjam uma quota de mercado ou uma faturação anual superior aos máximos definidos.

O regulamento da Lei da Concorrência sujeita a notificação prévia as operações em que “se adquira, crie ou reforce” uma quota de mercado igual ou superior a 50% ou em que isso aconteça quando a quota de mercado se situa entre 30% e 50% e a faturação individualmente realizada em Angola, no último exercício, por pelo menos duas empresas, tenha sido superior a 450 milhões de kwanzas (mais de 1,2 milhões de euros ao câmbio atual).

Também sujeita à notificação prévia as situações em que o conjunto de empresas que participam na concentração tenha realizado em Angola, no último exercício, negócios de montante superior a 3 500 milhões de kwanzas (cerca de 9,6 milhões de euros), segundo o Jornal de Angola.

O Banco Económico é o herdeiro do Banco Espírito Santo Angola, sendo um dos 12 maiores bancos comerciais a operar em Angola. A Tranquilidade – Corporação Angolana de Seguros, deu início à sua atividade em 2012, com o capital distribuído pela Tranquilidade (51%) BESA (19%) e pelos acionistas da Companhia Angolana de Seguros (30%). A seguradora atua no mercado de seguros, resseguros, investimentos, participações, representações, fundo de pensões e formação profissional. Detém, de acordo com o último relatório e contas publicado, respeitante a 2017, um ativo da ordem de 8 000 milhões de kwanzas, o equivalente a perto de 22 milhões de euros ao câmbio atual.

A Tranquilidade é detida na totalidade pela norte-americana Apollo Global Management. Foi em janeiro de 2015 que a Apollo Global Management concluiu a operação de compra da Tranquilidade acordada com o Novo Banco em Setembro do ano anterior. A seguradora manteve a participação na Corporação Angolana de Seguros, como explicou então o Grupo Apollo em comunicado. O Grupo Apollo é um gestor de fundos com ativos sob gestão no valor de 127 mil milhões de euros.

No início de 2017, após a fusão com a Açoreana, Logo e T-Vida, a Tranquilidade mudou a sua designação para Seguradoras Unidas, mantendo-se, no entanto, como marca comercial com identidade própria.

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