Para os amantes das viagens há o Geographia

O restaurante é um tributo à cultura, gastronomia, e em especial, à língua portuguesa.

Tem por base um conceito simples, servir em Lisboa comida que fala português. Mas o Geographia é muito mais do que um simples restaurante. Convida a uma viagem através de uma seleção de pratos, de ingredientes e de técnicas culinárias que evocam a fusão de culturas e tradições dos portugueses com o mundo. A própria marca, com a grafia antiga, remete para a época em que Portugal estabelecia relações diplomáticas, económicas, políticas, sociais e comerciais pelos quatro cantos do mundo.

Entre três bairros tradicionais de Lisboa — Lapa, as Janelas Verdes e Santos –, é um lugar pensado para celebrar a lusofonia e projetado por três sócios Ruben Obadia, antigo jornalista, Miguel Júdice, empresário com diversos negócios em Portugal como o Naked (em Lisboa) ou a Quinta das Lágrimas (em Coimbra), e Lucyna Szymanska, responsável de uma agência de modelos na Polónia, a D’Vision.

“A ideia do Geographia nasceu de uma paixão combinada da paixão pelas viagens, a sedução pela antropologia e o interesse pela história de Portugal, nomeadamente da nossa epopeia marítima. Junta-se a isto o amor à comida e aos sabores de uma forma geral. Quando conseguimos o espaço começámos a pensar o que fazia sentido naquele local e que Lisboa ainda não tivesse; queríamos apresentar uma proposta de valor diferente, acrescentar algo. E assim surgiu o conceito do Geografia, uma cozinha de fusão que fala português”, explica Ruben Obadia, um dos sócios.

A marca é reconhecida também pela imagem, um desenho de Albrecht Dürer do rinoceronte Ulisses, um símbolo do cruzamento de culturas de expressão portuguesa. Como conta Ruben Obadia, “o animal foi oferecido pelo Sultão do Gujarat ao governador da Índia portuguesa, Afonso de Albuquerque, que o enviou, depois, ao rei Dom Manuel I. Decorria o ano de 1515 e o rei, como forma de manter as concessões papais de posse exclusiva das novas terras que as forças navais exploravam no Extremo Oriente, decidiu oferecer o rinoceronte ao papa Leão X”, recorda o sócio.

“Não direi que o nosso conceito seja global, mas pode ser globalizado. Facilmente vejo um Geographia a abrir em Macau ou em São Paulo. O que nos une é o amor à comida e uma história universal de sabores que queremos partilhar com o mundo”, acrescenta Ruben Obadia.

Da cozinha — com origem e influencias vindas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste — ao ambiente tudo remete para o mundo das viagens e descobertas, até a música tem a curadoria da empresa especializada em marketing sensorial, Mufyn, e acompanha cada almoço ou jantar num tom próprio.

E todos os meses, as viagens são o mote para um Jantar de Viajantes que se reúnem em mesas compridas para partilhar sabores de outras paragens desenvolvidos para ouvir e contar histórias. O último foi sobre Israel e teve como convidado, ou seja, como contador de histórias, Isaac Assor, que ao longo da noite partilhou curiosidades sobre o destino. “Julgo que vamos já na quinta ou sexta edição dos Jantares dos Viajantes. Há uns mais conseguidos do que outros. Para que resulte em pleno, temos não só de ter um bom menu adaptado mas um convidado que, mais do que especialista de um determinado destino, tem de ser um bom comunicador”.

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