Ataques informáticos a clientes disparam

  • ECO Seguros
  • 28 Maio 2019

No primeiro trimestre deste ano aumentaram tanto os ataques informáticos a clientes como o valor dos pedidos de resgate, revela um relatório da seguradora especializada Beazley

Os ataques informáticos a clientes de seguros dispararam no primeiro trimestre deste ano, em especial os ataques de ‘ransomware’, revela um relatório do departamento especializado na resposta a pirataria digital da seguradora Beazley. Com efeito, de acordo com a Beazley Breach Response (BBR) os ataques de ‘ransomware’ a brokers aumentaram, nos três primeiros meses do ano, 105% relativamente a igual período de 2018.
O ‘ransomware’ é um tipo de malware muito perigoso que infeta todo o computador, impedindo o utilizador de aceder aos dados e ficheiros pessoais. É-lhe exigido o pagamento de um resgate, feito através de cartão de crédito ou mesmo de criptomoedas, para voltar a ter controlo sobre o seu computador.

O valor médio dos resgates exigidos pelos piratas para repor a situação foi, no primeiro trimestre, 224,8 mil dólares, o que traduz um aumento de 93% face ao valor médio dos resgates pedidos ao longo do último ano.

Não só a frequência dos ataques disparou, como os agressores estão a deslocar o seu alvo, visando, cada vez mais, organizações de maior dimensão e subindo a parada quanto ao valor dos resgates.

Por outro lado, se se tornaram usuais os ataques de ‘ramsomware’, os piratas informáticos desenvolvem simultaneamente novas variantes de agressão, recorrendo aos emails “phishing” (e-mails enganadores contendo formulários aparentemente legítimos para obter informação sensível) para introduzir novos “trojans”.

“Assistimos a um considerável aumento nas comunicações de clientes que foram vítima quer de ‘ransomware’ quer de ‘trojans’ bancários nos primeiros meses deste ano,” salientou Katherine Keefe, diretor da Beazley, num comunicado que acompanha o relatório.

“Os ‘trojans’ bancários são particularmente problemáticos, dado que, em geral, são mais difíceis de erradicar de um sistema infetado do que outras formas de malware,” acrescentou.
“São frequentemente usados por cibercriminosos para instalar vírus secundários em sistemas informáticos, precisou Katherine Keefe. “Tal pode causar sérios prejuízos operacionais, financeiros e de reputação das empresas se não forem identificados e geridos a tempo.”

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