Touareg mais imponente. E muito mais tech

SUVs há muitos. Mas alguns jogam num campeonato à parte. A Volkswagen tem o T-Cross, o T-Roc e o Tiguan, mas para competir entre os premium, só poderia ser com o Touareg.

“Knock, knock”… Que barulho foi este? Ah… “Desculpe, isto é um Tiguan?”, pergunta um curioso que não resistiu a aproximar-se para ver o novo modelo da marca germânica. “Não, não é… Este é maior. É o Touareg”. À reação à resposta é um “Ah…”, isto enquanto nós, ao volante, vamos pondo a marcha atrás e a primeira para tentar tirar o carro do apertado lugar de estacionamento. É que este é mesmo um SUV de grandes dimensões, que se faz notar nas estradas portuguesas. E o look premium ajuda muito.

A confusão deste curioso é simples de explicar. “Eu vi a grelha e pensei que era… É que ando a ver se compro o Tiguan”, diz, com um ar meio embasbacado ao ver os míseros centímetros que sobravam dos demais carros estacionados de cada vez que o Touareg se mexia. Mesmo depois de desfeita a confusão, ganhámos um espetador para o que resto do tempo que demorou a tirar o modelo de topo da Volkswagen do lugar. Ali ficou ele a aparecer no canto da câmara de marcha atrás.

Foi a grelha que o confundiu, mas só porque não teve em conta as dimensões. No Touareg, a grelha é gigante. Apanha toda a frente do SUV, sendo ladeada por entradas de ar generosas. E dá o mote para um modelo altamente musculado, aspeto salientado pelas cavas das rodas generosas, que “abraçam” as jantes de 20 polegadas.

Só na traseira esse ar mais feroz desta terceira geração do Touareg perde algum fulgor. As saídas de escape destacam-se num desenho que se apresenta de forma mais elegante. O portão traseiro surge quase “limpo”, com apenas o lettering do nome do modelo a evidenciar-se.

Requinte a bordo

Por fora temos um Touareg completamente novo, que segue as linhas de outros SUV da marca, mas com uma conjunção perfeita entre imponência e excelência. É um mix que funciona num modelo com um estatuto de premium conquistado muito em resultado do que se encontra a bordo. Porta aberta, perna levantada para entrar e… estofos em pele suave, volante com couro e ecrãs. Muitos ecrãs (e muito grandes).

Se o ecrã que está atrás do volante já é grande, o que está no centro do tablier impressiona. Parece que estamos a olhar para uma pequena televisão, tão grande que é. Não é a loucura de um Tesla Model S, mas fica lá bem perto. São 15 polegadas de ecrã touch do sistema Infotainement Discover Premium. Melhor só mesmo quando os dois se juntam, dando a sensação de ser um só ecrã gigante. É o que a VW chama de Innovision Cockpit.

Este lado high tech permite ao Touareg um toque premium no interior. Botões? Praticamente não os há, garantindo um aspeto clean a bordo de um SUV gigante capaz de transportar cinco ocupantes com espaço para tudo e mais alguma coisa. As exceções no que toca a botões são dois comandos rotativos atrás da alavanca da caixa automática e, claro, o botão Start/Stop.

Potência diesel

Uma vez pressionado o botão Start, e feitas todas as manobras para tirar o gigante do estacionamento — o Touareg tem mais 7,7 centímetros que o antecessor –, podemos ouvir o rugido debaixo do capot. Há o V8 TDI de 422 cv, mas este é um 3.0 litros, na versão de 231 cv (há uma outra com 286 cv que vêm do mesmo bloco). São mais de duas centenas de cavalos, mas têm mesmo de ser. Não podemos esquecer que estamos num SUV com mais de duas toneladas.

Em estrada, o Touareg ganha velocidade com relativa facilidade, com a caixa DSG a fazer passagens bem temporizadas, permitindo um rolar suave. Quando se imprime maior pressão no acelerador, a resposta é praticamente imediata, sendo possível manter os consumos relativamente controlados, num modelo com um preço que começa nos 85 mil euros, mas facilmente chega aos seis dígitos.

Oito litros de média são totalmente aceitáveis para este binómio de peso/potência, mas quando se põe os pneus fora do asfalto já se sabe o resultado. Mais binário, mais combustível gasto. Despesa à parte, a resposta é a que se poderia esperar, com o bónus de ter uma suspensão que pouca os ocupantes ao tradicional chocalho. Afinal, é um SUV, mas é premium.

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António Costa

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