Powell volta a sinalizar corte de juros da Fed, mas não chega para animar Wall Street

Trump voltou a ameaçar a China e penalizou as ações. Os principais mercados acabaram por anular algumas perdas com Powell, mas fecharam em terreno negativo.

Foi um dia volátil em Wall Street, com o presidente da Reserva Federal norte-americana Jerome Powell a puxar para um lado e o presidente dos EUA Donald Trump para o outro. No fim das contas, as principais praças norte-americanas fecharam a sessão em queda.

Wall Street foi penalizado pelas declarações de Trump, que indicou que as negociações comerciais com a China ainda estão longe de chegar a bom porto e ameaçou a imposição de novas taxas aduaneiras a 325 mil milhões de dólares em produtos chineses.

“Num mercado calmo, declarações assim têm um efeito amplificado. Mesmo que não seja nada de novo para os investidores, movimenta o mercado com facilidade”, explicou Michael Antonelli, estratega de mercado da Robert W. Baird à Reuters.

As ações acabaram por anular algumas perdas com Powell, que reiterou novamente que o banco central irá “atuar de forma apropriada” para manter o crescimento económico nos EUA. A expectativa do mercado era já que a Fed corte o juro de referência na próxima reunião de política monetária no final do mês, pelo que o impacto das palavras foi passageiro.

Neste cenário, o índice industrial Dow Jones caiu 0,09% para 2.735,03 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq perdeu 0,43% para 7.928,96 pontos. O financeiro S&P 500 recuou 0,35% para 3.003,51 pontos, num dia em que o setor esteve em especial destaque, ao arrancar com a época de resultados.

JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo apresentaram resultados acima do esperado, mas margens financeiras menos robustas levantam dúvidas sobre o impacto de juros mais baixos nas contas da banca. Assim, o JPMorgan valorizou 1,1% e o Goldman Sachs subiu 1,87%. Em sentido contrário, o Wells Fargo tombou 2,98% e o Citigroup recuou 0,54%.

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