Contas Q2: AON cresce com aumento do resseguro

  • ECO Seguros
  • 30 Julho 2019

Uma estagnação na atividade principal de corretagem, foi compensada no segundo trimestre por um aumento do resseguro contratado. Lucro cresce 44% como consequência da reestruturação de 2017.

A AON plc apresentou receitas de 2,61 mil milhões de dólares no segundo trimestre do ano, um valor superior em 2% a igual período do ano passado. O aumento deveu-se principalmente a atividades de resseguro, cuja divisão cresceu 10,5%.

A atividade de corretagem, principal fonte de receita da segunda maior empresa desta área em todo o mundo, estagnou em cerca de 1,16 mil milhões de dólares, as soluções de reforma quebraram 2,8% para 419 milhões de dólares, as soluções de saúde subiram 2,6% para 317 milhões e os serviços de Data & Analytics atingiram 286 milhões de dólares, uma subida de 3,2%.

No primeiro semestre de 2019 a AON atingiu um volume de negócios de 5,75 mil milhões de dólares, mais 1,7% que em igual período de 2017. Os resultados cresceram 44,2% para 963 milhões, devido a, em 2017, a reestruturação ter exigido gastos adicionais pontuais.

Greg Case, CEO da AON e outros administradores, comentaram em conferência com analistas:

  • Que as flutuações cambiais tiveram influência negativa no desempenho de muitas áreas;
  • Existiu um crescimento orgânico de 6% em todo o negócio, valor igual para a Corretagem e de 12% para Resseguro;
  • As subidas de preços de seguro e resseguro tiveram pouca influência no aumento dos negócios do último trimestre;
  • A atividade de corretagem tem mantido bom ritmo de crescimento orgânico, com aumento de 3% em 2014 e 2015, 4% em 2016 e 2017, 5% em 2018;
  • A dispensa de 5400 funcionários, na sequência da reestruturação da empresa em 2017, vai produzir poupanças de 510 milhões de dólares este ano e de 535 milhões em 2020;
  • Que essa redução de quadros levou a um aumento do outsourcing na Índia e na Polónia, cujos standards de qualidade estão a aumentar, reduzindo o número de erros em tarifas fornecidas aos clientes.

Greg Case afirmou ainda que “muita procura está a chegar de seguradores que querem usar a capacidade de resseguro para expandir os seus negócios, quer no tradicional risco de catástrofe quer em cyber e outras áreas especialidades de responsabilidade civil”, concluiu.

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