Operadoras de telecomunicações cobram serviços sem autorização dos clientes. Já há 600 queixas

  • ECO
  • 5 Agosto 2019

Apesar da assinatura de um acordo de autorregulação entre as operadoras, os clientes continuam a queixar-se da cobrança de serviços e conteúdos na net sem autorização.

Até 31 de julho deste ano, foram registadas 602 reclamações no Portal da Queixa sobre cobrança indevida de serviços de Wap Billing, conteúdos subscritos na internet, mais 35,5% face a igual período de 2018. MEO, NOS, Vodafone e Nowo acordaram, no ano passado, um código de conduta para estas situações, mas que não tem impedido as queixas.

“Os operadores móveis continuam vigilantes acerca do tema, cumprem e exigem dos seus parceiros o cumprimento escrupuloso do código de conduta que implementaram para a prestação deste tipo de serviços”, garante a Associação dos Operadores de Telecomunicações (Apritel), ao Diário de Notícias (acesso pago).

“Qualquer situação de fraude que ocorra é imediatamente corrigida”, acrescenta a associação. No que diz respeito às reclamações, a Apritel adianta que os dados de que dispõe “não permitem concluir que há um acréscimo expressivo do número de queixas sobre Wap Billing”, e acredita que estas se vão manter “em níveis baixos”.

A reguladora do setor, Anacom, também vê o nível de reclamações como sendo “residual” no conjunto de queixas. No Portal da Queixa, são as empresas Mobibox (49%), Go4Mobility (21%) e Mobile Apps (7%) que motivaram mais reclamações sobre a cobrança de Wap Billing.

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