Mudar a lei da greve? “Não está na ordem do dia”, diz Marcelo

Para o Presidente da República, mudar a lei da greve "não está em causa", isto porque, embora tenham havido "periodicamente intenções", não foram apresentadas propostas nesse sentido.

Marcelo Rebelo de Sousa estima que o impacto da greve dos motoristas de matérias perigosas no Algarve esteja a ser mais reduzido esta terça-feira e, por isso, antes de quinta-feira vai aproveitar para encher o depósito. De férias nesta região, diz ter sido informado que “a situação hoje está muito melhor”. Em declarações à SIC Notícias, o Presidente da República afirmou que discutir a lei da greve não está em causa.

“Ontem [segunda-feira, dia em que arrancou a greve] não havia várias bombas com gasóleo, mas hoje, pelo menos aqui perto [Algarve], já era possível encher. Logo à noite ou amanhã, antes de quinta-feira, vou encher o que falta do depósito“, começou por dizer Marcelo.

O Presidente diz ter mesmo questionado o diretor do hotel onde está hospedado sobre o impacto que a greve estava a ter, mas este respondeu que “até agora, não teve efeito”. “Vi filas a abastecerem em Portimão e ao longo da autoestrada, mas disseram-me que hoje a situação no Algarve está melhor”, continuou.

Questionado se há possibilidades de se discutir a lei da greve no futuro, Marcelo colocou de lado essa hipótese: “Neste momento isso não está em causa. Nenhum partido apresentou uma proposta ou projeto, nem o Governo. Periodicamente há intenções, mesmo em programas eleitorais, mas essa matéria não é uma questão que esteja na ordem do dia“.

A aproveitar o calor do Algarve, o Presidente não esquece o trabalho. “Hoje já promulguei seis diplomas da Assembleia da República e espero amanhã promulgar o resto, que deverão ser cerca de dez leis”, disse. Sobre a Lei de Bases da Saúde, Marcelo diz já ter tomado uma decisão tomada, mas apenas será formalizada depois de receber os restantes diplomas.

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