Esquadras da PSP encerradas porque polícias estão a conduzir camiões

  • ECO
  • 15 Agosto 2019

Agentes da polícia estão a ser desviados para conduzir camiões-cisterna e escoltar motoristas que estão a cumprir serviços mínimos, acusa associação sindical.

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) alertou, esta quinta-feira, para o encerramento de várias esquadras da Polícia de Segurança Pública (PSP) por falta de agentes, que estão a ser requisitados para fazer o trabalho dos motoristas em greve.

“Algumas esquadras, em alguns períodos do dia, encerram por falta de efetivos”, afirmou Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, ouvido pela TSF.

Esclarecendo que a situação acontece tanto a sul quanto a norte, o sindicalista dá como exemplo os postos de Ermesinde ou Alhandra que foram encerrados por falta de agentes. Estes estão a ser desviados para conduzir camiões-cisterna, substituindo os motoristas de matérias perigosas que se encontram em greve, mas também para escoltar os motoristas que estão a cumprir serviços mínimos e para garantir segurança junto dos piquetes de greve.

“O efetivo está tão reduzido, tão limitado, que qualquer evento” que vá além da atividade diária regular “obriga a um esforço considerável”, explicou o presidente da associação sindical dos polícias.

Paulo Rodrigues critica ainda o facto de as forças de segurança estarem a trabalhar mais horas do que o normal, além de não estarem a ser remunerados pelo trabalho extraordinário. “Os polícias estão exaustos”, diz o presidente da ASPP/PSP.

“Isto é sacrificante. Trabalhar 24 horas seguidas não é propriamente algo fácil, e ainda por cima estamos a trabalhar a custo zero. Por fazerem, durante a semana, mais de 70 horas [de trabalho], os polícias vão receber como se estivessem a trabalhar 36 horas”, alerta.

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