AXA considera os veículos elétricos mais perigosos

  • ECO Seguros
  • 27 Agosto 2019

Estudos da seguradora francesa dão primeiras indicações de maior risco de acidente com carros elétricos que com convencionais mas, pela ausência de história estatística, não há certezas.

O segmento de carros de luxo e os SUV com motor elétrico podem ter 40% mais possibilidades de causar acidentes do que os veículos equivalentes com motor a combustão interna, diz um estudo realizado pela AXA e citado pela Reuters.

No entanto, os números e factos, baseados nas tendências iniciais dos dados de sinistros com automóveis elétricos e ainda não estatisticamente significativos, permitem – segundo o departamento de pesquisa e prevenção de acidentes da AXA-, recolher alguns indícios:

  • Uma das causas que leva a um relativo maior número com elétricos é o facto de os condutores ainda se estarem a habituar à rápida aceleração destes.
  • Os carros elétricos não só aceleram mais rapidamente, como geram binário máximo desde a primeira rotação do motor, o que significa que os condutores podem ir mais rápido do que pretendiam.
  • Também sugerem que carros elétricos pequenos são ligeiramente menos propensos a causar acidentes do que seus equivalentes com motor convencional.
  • Em segmentos de luxo e SUV, verificam-se 40% a mais de acidentes com veículos elétricos, quando comparado com motores de combustão interna.
  • Metade dos condutores de carros elétricos, em teste de terreno realizado pela AXA, precisou de ajustar sua condução para refletir as novas características de aceleração e travagem.
  • Acidentes com automóveis elétricos são quase tão perigosos como em veículos convencionais.
  • Os carros estão sujeitos aos mesmos testes e possuem as mesmas características de segurança passiva, como airbags e cintos de segurança.
  • Outra pesquisa da AXA mostrou que a maioria das pessoas não sabe como reagir em cenário de acidente com veículos elétricos.
  • Especificamente no caso dos veículos elétricos, as equipas de socorro devem tentar garantir que o motor seja desligado porque, ao contrário de um motor de combustão interna, o elétrico não faz barulho podendo parecer inativo.
  • Em acidentes graves, observou a AXA, as baterias danificadas podem pegar fogo até 48 horas depois de um acidente, tornando mais difícil lidar com as consequências de uma colisão.
  • Os estudos na Europa não confirmaram os estudos norte-americanos que indicam serem os veículos elétricos, porque silenciosos, dois terços mais propensos a causar acidentes com peões ou ciclistas.
  • Os dados de acidentes levariam a concluir pelo aumento do custo de segurar veículos elétricos versus veículos padrão, mas a conclusão é que o carro e o condutor continuam a ser decisivos nessa análise, mais do que a energia que propulsiona o veículo.

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