Costa quer BE e PCP numa nova geringonça e já pediu reuniões para quarta-feira

  • ECO
  • 8 Outubro 2019

O PS contactou o BE, PCP-PEV, PAN e LIVRE para começar a discutir o futuro na quarta-feira. António Costa quer BE e PCP numa nova geringonça, mas socialistas admitem negociar orçamento a orçamento.

António Costa deverá ser indigitado esta terça-feira e já contactou o Bloco de Esquerda, o PCP e Os Verdes, o PAN e o LIVRE para agendar reuniões na quarta-feira, nas sedes de cada um destes partidos, e iniciar negociações tendo em vista uma futura geringonça alargada, de acordo com o Observador. As equipas negociais já estão definidas e a estratégia também: a prioridade é a renovação da geringonça com ambos BE e PCP, caso contrário poderá negociar orçamento a orçamento com quem der mais jeito, diz o Jornal de Notícias.

Na noite eleitoral António Costa já tinha admitido que queria alargar a geringonça aos novos partidos – com exceção da direita –, juntando o PAN e o LIVRE às negociações.

Os primeiros contactos informais já foram feitos para garantir que há reuniões esta quarta-feira, depois de o Presidente da República ouvir os partidos e indigitar o primeiro-ministro, diz o Observador, que adianta que António Costa pretende deslocar-se às sedes de cada um destes partidos para se reunir, juntamente com a equipa negociadora escolhida: Carlos César, presidente do PS; Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS; e Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

De fora da equipa fica Pedro Nuno Santos, um dos obreiros da Geringonça e o responsável pela coordenação com os partidos nos primeiros três quartos da legislatura.

Segundo o Jornal de Notícias, o primeiro-ministro tem como primeiro objetivo conseguir um acordo alargado à esquerda para os quatro anos da legislatura, mas para isso tem de contar tanto com o Bloco de Esquerda como com o PCP.

O PCP, que reúne esta terça-feira o Comité Central para discutir o resultado eleitoral de domingo, com Jerónimo de Sousa a dizer que não pretende renovar o acordo de 2015 e que o seu partido irá determinar a sua posição consoante cada proposta. O PAN também já disse que não se quer juntar à geringonça, apesar de admitir negociar com o PS.

António Costa admite negociar orçamento a orçamento com o partido que lhe der a maioria necessária no Parlamento, já que os socialistas saíram reforçados nas eleições de domingo e já não precisam de tanto Bloco de Esquerda como do PCP para fazer aprovar legislação no Parlamento.

O mesmo diz o Público, que dá conta da confiança dos socialistas numa solução que garanta a estabilidade do país, com renovação da geringonça ou não.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Costa quer BE e PCP numa nova geringonça e já pediu reuniões para quarta-feira

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião