Seguradoras e UNESCO protegem património classificado

  • ECO Seguros
  • 17 Outubro 2019

É o primeiro guia mundial de proteção dos locais classificados pela UNESCO como património mundial, mais de 20 seguradoras contribuem para a redução dos riscos em locais sensíveis.

Mais de 20 seguradoras, associações e organizações ligadas ao ambiente associaram-se ao lançamento, em São Paulo, no Brasil, do primeiro guia mundial de proteção dos locais classificados pela UNESCO como património mundial.

O principal objetivo desta publicação é fornecer orientações práticas às seguradoras sobre como evitar ou reduzir o risco de garantir e investir em empresas ou projetos cujas atividades possam danificar os locais onde existe património mundial, principalmente em relação a setores como petróleo e gás, mineração, extração de madeira, pesca, agricultura, plantações e infraestrutura de grande escala, como oleodutos, estradas e portos de grandes dimensões.

O guia explica os riscos que as seguradoras enfrentam e descreve um conjunto de recomendações básicas que as seguradoras podem implementar nas suas atividades de gestão de riscos, seguros e investimentos. Entre elas contam-se o desenvolvimento e implementação de uma abordagem de risco de locais de património mundial, proteção proativa deste património e entender as melhores práticas neste domínio.

Intitulado “Proteger o nosso património mundial, assegurando um futuro sustentável”, o guia baseia-se no lançamento, em 2018, da primeira declaração de compromisso do setor de seguros para proteger os locais classificados como património mundial. Esta ação é apoiada por um conjunto de seguradoras globais que gerem mais de 2,7 biliões de dólares em ativos.

Os signatários da declaração de compromisso do setor de seguros para proteger os locais do património mundial incluem: AGROASEMEX (México), Allianz (Alemanha), Caixa Seguradora (Brasil), Interamerican (Grécia), La Banque Postale (França), Liberty Seguros (Brasil), Mongeral Aegon (Brasil), Nat Re (Filipinas), Peak Re (Hong Kong, China), Porto Seguro (Brasil), RepRisk (Suíça), Risk Management Solutions (EUA), SCOR (França), Seguradora Líder DPVAT (Brasil) , Sompo Japan Nipponkoa (Japão), Swiss Re (Suíça), Tokio Marine Seguradora (Brasil), Confederação Brasileira de Seguros (CNseg), Parceiros Certificados de Seguros Sustentáveis (EUA), Earth Security Group (Reino Unido), ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, o Conselho de Seguros da Nova Zelândia, a the Microinsurance Network e a Associação de Seguradoras e Resseguradoras das Filipinas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Seguradoras e UNESCO protegem património classificado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião