Marsh: Seguros ajudam a combater chantagem cibernética

  • ECO Seguros
  • 4 Novembro 2019

O relatório Global Cyber Risk Perception Survey” promovido pela Microsoft e pela Marsh demonstrou que existem hoje mais empresas a recolher os benefícios do seguro contra ciberataques.

O relatório Global Cyber Risk Perception Survey promovido pela Microsoft e pela Marsh demonstrou que existem hoje mais empresas a recolher os benefícios do seguro contra ataques cibernéticos, quando comparados com dados recolhidos em 2017.

Esta conclusão contrasta com vozes dissonantes quando o tema é seguros para ataques cibernéticos. Este não tem sido um tema consensual e alguns opositores têm vindo pronunciar-se indicando que esta solução pode ter o efeito contrário e funcionar contra as empresas. No entanto, no relatório Cyber Insurance is Supporting the Fight Against Ransomware, o especialista Matthew McCabe descreve que esta linha de pensamento contra o seguro cibernético está incorreta.

“De facto, a cobertura pode ser uma ferramenta útil para uma empresa mesmo antes de ocorrer um ataque por parte de hackers”. Em primeiro lugar, “há que analisar o pedido de seguro cibernético”, sugere McCabe, um vice-presidente da consultora Marsh. Depois de um ataque acontecer, as empresas atingidas podem decidir quais as melhores opções para resolução do problema. “Muitas pequenas e médias empresas podem não ter a capacidade interna para o fazer. Através de um seguro, passam a ter acesso a especialistas em cibersegurança, mais familiarizadas com o malware”, defende.

Apesar de um seguro cibernético poder ser dispendioso, o especialista garante que tem de ser visto como um incentivo para as empresas, e que, acidentes com ataques de hackers também acarretam elevados custos. Em resposta a críticas de quem defende que os seguros não cobrem este tipo de sinistros, McCabe esclarece que a evolução ao longo dos últimos anos tem sido no sentido de acompanhar o aumento das ameaças e que o seguro cibernético tem vindo a dar resposta, melhorando as suas coberturas adaptando-as às consequências que as empresas podem vir a sofrer nestes ataques. “Há um maior conforto na cobertura”, adiantou o especialista.

Nas pesquisas recentes realizadas pela Microsoft e pela Marsh, foi relatada a maior confiança na capacidade e coberturas do seguro, uma vez que, muitos clientes que apresentaram reclamações, tiveram uma resposta e resolução por parte das seguradoras.

Também a AIG, líder mundial em seguros contra ataques cibernéticos apresentou um estudo na semana passada no “Congresso Security Leaders” realizado em São Paulo, no Brasil, demonstrando as vantagens desta solução. “Muitos executivos desconhecem ainda a relevância de estar protegido de possíveis ataques cibernéticos e a dimensão dos danos que os mesmos podem causar, principalmente perante a frequência e complexidade dos ataques e, do outro lado, uma legislação cada vez mais rigorosa quanto à proteção dos dados”, explicou Fábio Sá, responsável pela apresentação do estudo, e citado pelo Portal Nacional de Seguros, do Brasil.

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