“Valor das empresas será afetado se o capitalismo não mudar”

Steven Braekeveldt da Ageas juntou universidade Nova SBE e a House of Beautiful Business para uma reflexão sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, num serão sem pensar em seguros.

“Todas as empresas cotadas em bolsa são hoje inquiridas sobre o que estão a fazer quanto a sustentabilidade”, diz Steven Braekeveldt, CEO da Ageas Europa Continental e do Grupo Ageas Portugal, “e são tão seguidas por organizações internacionais que o valor para os acionistas será afetado se não mudarmos este capitalismo, a forma de fazermos as coisas”, conclui.

A Ageas juntou-se à House of Beautiful Business (HoBB), numa organização que realizou dezenas de eventos em Lisboa à margem da Web Summit e que se identifica como “uma comunidade global para humanizar os negócios na era das máquinas”. E deste modo motivou grandes empresas a tentar mudar o mundo, durante esta semana, em Lisboa.

Assim, em conjunto com Nova SBE, a Ageas reuniu uma centena de pessoas, entre quadros da Ageas, docentes e alunos da universidade e colocou-as a pensar em como passar à prática os objetivos de desenvolvimento sustentável (SDG) das Nações Unidas e que vão da erradicação da fome e pobreza à promoção de um consumo e de uma produção responsável.

Nessa ocasião Steven Braekeveldt, 59 anos, que é licenciado em direito e mestre em economia e fez toda uma carreira em grandes companhias financeiras, demonstra que o desafio de hoje é “casar, num futuro muito próximo, as grandes empresas com a sustentabilidade ” e acrescenta: “precisamos encontrar um papel para as empresas e seus colaboradores numa sociedade que será totalmente tecnológica”.

Explica que sendo a Ageas uma das fundadoras da Singularity University, “onde se desenvolve robótica, inteligência artificial e tecnologia pura, ou seja, usa-se o lado esquerdo do cérebro”, a empresa considera importante aproveitar iniciativas como a realizada pela HoBB. “No caminho do desenvolvimento poluímos a terra e os oceanos”, diz acrescentando que “depois de duas grandes crises do capitalismo advinha-se uma terceira e vamos tentar mudar as circunstâncias para que a próxima não aconteça”.

O CEO da Ageas foi um dos fundadores de um partido ecologista belga há 40 anos e trabalhou como guia da natureza em novo, por isso não considera estranho um olhar diferente para os negócios e insiste que é o caminho para manter valorizadas as empresas em que participam: “É para bem dos acionistas”, conclui.

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