Controlo remoto da Tesla divide opiniões

  • ECO Seguros
  • 10 Novembro 2019

O sistema de pilotagem automática da Tesla foi bem recebida mas tem críticos. A marca afirma que é nove vezes mais segura que a condução normal.

A marca de automóveis Tesla revelou recentemente que o seu sistema de condução autónoma, o Autopilot, é nove vezes mais seguro do que um condutor normal. Mas a controvérsia está instalada.

Um inquérito sondou 5 mil pessoas que conduzem carros da Tesla e, das principais conclusões retiradas, percebeu-se que mais de 90% dos inquiridos – proprietários do Tesla Model 3 – confirmaram que o recurso semiautónomo do piloto automático lhes conferia mais segurança no momento de conduzir.

No questionário, realizado pela Bloomberg, 61% dos condutores afirmaram estar muito satisfeitos com a segurança e, comparativamente, 1% referiu que estava “um pouco” ou “muito insatisfeito” com a segurança do piloto automático. A pontuação mais baixa foi para a capacidade de mudar de faixa que é recurso mais avançado do piloto automático.

Mais importante ainda foi a resposta por parte de 28% das pessoas que referiram que o Autopilot os salvou de uma situação perigosa. Por outro lado, 13% também enunciou que este recurso os teria colocado numa dessas situações. Neste inquérito, foi ainda avaliado o “Smart Summon”, um novo recurso que permite que um veículo se dirija até ao seu proprietário num estacionamento. Através de uma app, esta nova função permite ao utilizador chamar o seu carro a uma distância máxima de 60 metros evitando os devidos obstáculos, incluindo outros carros.

Mas nem tudo parece estar a correr bem. Segundo notícias divulgadas recentemente, nomeadamente, a do portal “Auto Sport” têm estado a circular na internet, muitos vídeos sobre acidentes derivados desta nova função. Houve até quem noticiasse que esta nova tecnologia tem vindo a “colecionar acidentes” e não faltam vídeos online a comprová-lo. Em resposta, a marca alertou, em comunicado de imprensa, que os condutores continuam a ser os principais responsáveis pelos seus carros e que devem controlar os locais próximos enquanto o veículo utiliza as suas funções de forma a evitar acidentes.

Ainda assim, a apesar da polémica, 70% dos inquiridos afirmaram no inquérito do Bloomberg que o recurso era útil, 75% referiram que a navegação tem um nível “bom” e apenas 41% disseram que a confiabilidade do “Smart Summon” era suficiente para o motorista médio.

O último relatório de contas da Tesla, divulgado em meados de outubro, enuncia que esta função já tinha sido utilizada mais de um milhão de vezes desde a atualização deste software, no final de setembro passado.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Controlo remoto da Tesla divide opiniões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião